O Presidente norte-americano, George W.Bush, esteve ontem pela terceira vez em Nova Orleães, onde foi recebido pelas autoridades da cidade devastada pelo furacão Katrina. Entretanto, a NATO disponibilizou mais aviões e embarcações para ajudar no transporte de auxílio humanitário para a costa americana do Golfo do México.
O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, anunciou hoje que quatro navios de carga noruegueses e dinamarqueses estão disponíveis para partir. Quanto aos meios aéreos, o primeiro de quatro aviões Boeing 707, convertidos para este tipo de missão, está a ser preparado para começar a tranportar carga para os EUA ainda hoje. Os meios da NATO vão levar até aos Estados Unidos o material de auxílio pedido pelo país à Europa.
No local pela terceira vez desde que o furacão Katrina passou pela região, o Presidente, que as televisões norte-americanas mostraram à sua chegada à Louisiana, visitou Nova Orleães num veículo blindado e visitou a cidade de Gulfport, no Mississipi.
Entretanto, o Aeroporto Internacional Louis Armstrong, em Nova Orleães, reabriu domingo ao transporte de carga, enquanto o serviço limitado de passageiros deverá começar terça-feira, disse o seu director, Roy Williams, que acrescentou que o encerramento do aeroporto poderá ter custado 40 milhões de dólares.
O aeroporto começará primeiro a operar voos domésticos e, mais tarde, carreiras internacionais.
O último balanço provisório da passagem do furacão pelos EUA, divulgado domingo, elevou para 424 o número de mortos confirmados.
Entretanto, o receio de tumultos fez explodir a venda de armas em Bâton Rouge e os armeiros não conseguem satisfazer as encomendas. A população da cidade, normalmente estimada em 228 mil pessoas, quase duplicou nas duas últimas semanas.
Quanto ao Presidente Bush, que passou a noite no navio "Iwo Jima", a sua imagem foi também danificada pelo furacão Katrina.
O atraso na ajuda aos sinistrados fez com que a popularidade do Presidente tenha descido aos níveis mais baixos de sempre.
Segundo uma sondagem publicada pela revista "Newsweek", só 38 por cento dos norte-americanos tem uma opinião favorável sobre ele. Um norte-americano em cada dois não confia em Bush para tomar boas decisões em caso de crise, quer interna, quer externa.



