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Opositores proibidos de se manifestarem em Moscovo

Kasparov entre as centenas de detidos durante protesto contra Putin

14.04.2007 - 18:55 Por AFP

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Os manifestantes contestam a concentração de poder do Kremlin Os manifestantes contestam a concentração de poder do Kremlin (Denis Sinyakov/Reuters)
Pelo menos 250 pessoas foram detidas esta tarde em Moscovo, incluindo o antigo campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov, quando tentavam organizar uma manifestação contra o Presidente russo, Vladimir Putin, proibida pelo Kremlin.

Kasparov, dirigente do movimento de oposição A Outra Rússia, foi mantido durante cinco horas numa esquadra de polícia da capital, antes de ser levado a tribunal onde deverá ser acusado de participação em manifestação não autorizada.

Tal como ele, dezenas de pessoas foram detidas na praça Puchkin, no centro de Moscovo, quando tentavam forçar o cordão policial montado na zona para impedir a manifestação. Os detidos foram encaminhados para sete autocarros, cada um com capacidade para 30 ou 40 pessoas, relatam jornalistas da AFP presentes no local.

Uma fonte policial, citada pela agência Ria Novosti, deu conta de 250 detenções em vários locais do centro da cidade.

Testemunhos de jornalistas e manifestantes referem que muitas pessoas foram agredidas pelas forças policiais, presentes em grande número no local. Kasparov e os seus apoiantes “deslocaram-se para a praça sabendo que a manifestação estava proibida e começaram a provocar os agentes de forma brutal”, alegou um dirigente da polícia, não identificado pela agência Interfax.

Ao todo, cerca de nove mil polícias, entre agentes anti-motim, forças do Ministério do Interior e polícias à paisana, foram mobilizados para a praça Puchkin, num dispositivo de segurança pouco habitual em Moscovo.

Apesar da proibição, muitos manifestantes gritaram palavras de ordem contra Putin e os “tchekistas” (os antigos membros do KGB conhecida como Tcheka), enquanto outros apelidavam de “fascistas” os agentes de segurança.

O movimento Outra Rússia – que agrega boa parte da oposição ao Presidente, dos liberais à extrema-esquerda – convocou a “Marcha do Desacordo” para contestar a crescente concentração de poder do Kremlin, que controla o Parlamento e boa parte da imprensa russa.

“Queremos mudar o rumo da política através de eleições, por isso exigimos eleições livres e não uma paródia de eleições”, declarou o antigo primeiro-ministro Mikhail Kassianov, perante algumas centenas de pessoas reunidas na praça Turguenev, um espaço muito mais pequeno e o único onde o movimento estava autorizado a reunir-se.

A manifestação, praticamente ignorada pelos jornais e televisões públicas, ocorre numa altura de crescente tensão política no país, a oito meses das legislativas, agendadas para Dezembro, e a um ano das presidenciais.

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Segundo o meu ponto de vista, Vladimir Putin...

Segundo o meu ponto de vista, Vladimir Putin é sem dúvida um "soviético com o orgulho ferido" e ...

Anónimo

15.04.2007 00:28

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