Radovan Karadzic, detido ontem à noite, será transferido para o Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia, de acordo com os procedimentos previstos pela lei sérvia, declarou hoje em Belgrado o procurador nacional para os crimes de guerra, Vladimir Vukcevic.
“O juiz de instrução, com o meu conhecimento, já tomou uma decisão (…) as condições para a sua transferência estão reunidas”, de acordo com a lei de cooperação com o TPI, declarou Vukcevic.
De acordo com o direito sérvio, a audição preliminar era o primeiro passo no procedimento de extradição do suspeito para o TPI.
O magistrado deverá agora, nos próximos três dias, decidir se Karadzic preenche ou não as condições para ser transferido para o tribunal de Haia, na Holanda.
Karadzic também poderá, no prazo de três dias, apresentar um recurso contra a decisão da justiça sérvia.
Um painel de juízes do tribunal para os crimes de guerra de Belgrado tem igualmente mais três dias para se pronunciar sobre um eventual recurso de Karadzic.
Karadzic é acusado de vários crimes de guerra e genocídio, incluindo a morte de cerca de 8000 homens e rapazes muçulmanos no massacre de Srebrenica. Andava a monte desde 1996, tal como o seu comandante militar, Ratko Mladic, que continua em fuga. Ambos eram procurados pelo TPI para os crimes de guerra da ex-Jugoslávia.
Radovan Karadzic, detido ontem à noite em Belgrado, utilizava uma falsa identidade e vivia, nos últimos tempos, na capital sérvia, declarou igualmente o procurador sérvio.




