Um juiz italiano condenou hoje, à revelia, 23 antigos agentes da CIA e dois membros dos serviços secretos italianos a penas até oito anos de prisão pelo rapto de um imã egípcio em Milão.
Este é o único caso de “rendições” - raptos secretos de suspeitos noutros países e transferência de prisioneiros para países dispostos a cooperar com Washington nos interrogatórios - que chegou aos tribunais. Sabe-se que aconteceram na Europa nos primeiros anos da “guerra ao terrorismo” proclamada no fim de 2001 pela Administração Bush.
Para além dos ex-agentes da CIA, que foram julgados à revelia, o juiz Oscar Magi condenou dois italianos e decidiu abandonar as acusações contra outros três norte-americanos, incluindo o antigo chefe da agência dos EUA em Roma, Jeff Castelli, e o ex-chefe dos serviços secretos militares italianos (SISMI), Nicolo Pollari.
Abu Omar foi raptado numa rua de Milão a 17 de Fevereiro de 2003 numa operação conjunta da CIA e do SISMI. Os seus advogados dizem que foi torturado na prisão de alta segurança em que foi encarcerado, no Egipto.
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