O julgamento da líder da oposição birmanesa foi hoje novamente adiado. Aung San Suu Kyi irá comparecer em tribunal a 26 de Junho, afirmaram responsáveis que não foram identificados.
O adiamento foi justificado por a defesa ter sido autorizada a chamar uma nova testemunha. Suu Kyi está a ser acusada de ter violado os termos da sua prisão domiciliária. Se for considerada culpada, a Nobel da Paz incorre numa pena de cinco anos de prisão.
Para Suu Kyi, este julgamento é uma tentativa de a junta militar que governa o país a impedir de concorrer às eleições do próximo ano, afirmou o seu advogado. Haverá três testemunhas de defesa – e apenas uma autorizada a depor – e pertencem todas à Liga Nacional para a Democracia, na oposição. Já a acusação conta com 14 testemunhas, e todas irão depor.
Os observadores têm poucas dúvidas de que Suu Kyi será considerada culpada.



