Juiz norte-americano autoriza deportação de antigo guarda de campo de concentração

06.04.2009 - 21:26 Por Reuters
Um juiz norte-americano permitiu a deportação do antigo guarda de campo de concentração John Demjanjuk, acusado na Alemanha pela morte de 29 mil judeus.
Mas não é claro que Demjanjuk, 89 anos, vá sair dos EUA para a Alemanha tão cedo, já que o tribunal deliberou ainda, na decisão de hoje, que o caso pode ser ainda reaberto noutra instância.
Os advogados de Demjanjuk tinham pedido que a ordem de deportação dada anteriormente fosse suspensa, argumentando que a deportação para a Alemanha de um homem idoso e doente equivaleria a tratamento desumano ou castigo degradante.
Os advogados dizem que Demjanjuk tem problemas de coluna, insuficiência renal, anemia, e que precisa de ajuda para se movimentar.
Demjanjuk nega que tenha tido qualquer papel no Holocausto, dizendo que quando era soldado do exército russo foi preso pelos alemães e que esteve em campos de concentração, mas como prisioneiro, até 1944.
O acusado é de origem ucraniana e naturalizou-se americano, vivendo como trabalhador no sector automóvel no Ohio. Israel condenou-o por ser um cruel guarda de campo de concentração, mas corrigiu depois o que disse ser um erro. Os EUA retiraram-lhe, no entanto, a cidadania depois de descobrirem mais provas de que teria sido guarda noutros campos. A deportação para a Alemanha, que entretanto o acusou, foi ordenada em 2006, mas vários subterfúgios legais têm mantido Demjanjuk na América.


