O Juiz da Audiência Nacional espanhola Eloy Vasco dispôs-se hoje a ouvir o etarra José Ignacio de Joana Chaos em Belfast, onde se encontra, se o Reino Unido não diligenciar medidas para extraditar o ex-preso, libertado a 2 de Agosto, e agora acusado de incitar ao terrorismo. A notícia foi avançada pelo diário espanhol “El Mundo”.
De Juana nega a autoria de uma carta, lida num encontro em sua homenagem, cujo conteúdo incitava, segundo a justiça, à continuidade da violência levada a cabo pela ETA.
Devia ter comparecido por essa acusação, em tribunal no passado dia 11 mas faltou.
Eloy Velasco emitiu um pedido de extradição e captura mas até agora as autoridades britânicas não responderam ainda a esse pedido.
A próxima segunda-feira um tribunal de Belfast conta ouvir de Juana. Segundo a lei britânica de Juana tem de aceitar ser entregue às autoridades espanholas e o crime de que é acusado também conste na lei britânica. Só este último requisito é tido como certo: desde 2006 que a lei britânica prevê a condenação por incitação ao terrorismo.
Iñigo María Albisu, Zigor Ruiz Jaso e Ana Isabel López Monge, também suspeitos de envolvimento com a ETA, foram reclamados por Espanha em Abril de 2007. Mas só foram entregues em Janeiro deste ano, uma vez que invocaram risco de serem submetidos a tortura. E Moutaz Almallah Dabas, envolvido no 11 de Março, foi extraditado para Espanha dois anos após o pedido ter chegado ao Reino Unido.



