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Para atentar contra personalidades colombianas

Juiz espanhol acusa Venezuela de apoiar conspiração da ETA e das FARC

01.03.2010 - 22:38 Por PÚBLICO

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Zapatero disse ter pedido explicações ao Governo venezuelano Zapatero disse ter pedido explicações ao Governo venezuelano (Christian Charisius/Reuters)
A Venezuela rejeita a acusação, mas a Justiça espanhola está convencida de que o Governo de Hugo Chávez ajudou a organização independentista basca ETA e os guerrilheiros colombianos das FARC a prepararem atentados contra personalidades da Colômbia, entre elas o actual Presidente, Álvaro Uribe, e o seu antecessor, Andrés Pastrana.

O juiz Eloy Velasco, da Audiência Nacional espanhola, que ontem acusou seis membros da ETA e sete das FARC, considera que a investigação aponta para “cooperação governamental [venezuelana] na ilícita colaboração” entre as duas organizações, que teria começado em 1999, noticiou o jornal El País.

A conexão venezuelana manifestou-se, segundo o juiz, “especialmente no caso de Arturo Cubillas Fontán”, presumível etarra nomeado em 2005 para um cargo no Ministério da Agricultura. O juiz entende que Cubillas coordenava as relações com as FARC.

Segundo a acusação, em 2000, dois membros das FARC deslocaram-se a Espanha e pediram a colaboração da ETA para localizar Pastrana e, mais recentemente, terão feito o mesmo com o actual chefe de Estado. A lista de alvos incluiria ainda Noemi Sanin, embaixadora em Madrid entre 2002 e 2008, o agora vice-Presidente, Francisco Santos, e o ex-presidente da câmara de Bogotá Antanas Mockus.

O governo de Chávez considerou “inaceitáveis” as acusações e considera que elas são guiadas por “motivações políticas”, refere um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela AFP. A reacção surgiu depois do pedido de explicações do chefe do executivo espanhol, José Luis Zapatero. “Estamos à espera de uma explicação [...] e em função dessa explicação o Governo espanhol agirá”, disse.

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