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Julgamento do austríaco que sequestrou a filha

Josef Fritzl admite incesto mas nega homicídio

16.03.2009 - 11:10 Por PÚBLICO

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Fritzl chegou ao St. Poelten com uma pasta a tapar a cara Fritzl chegou ao St. Poelten com uma pasta a tapar a cara (Robert Jaeger/Reuters)
O homem austríaco que durante 24 anos fechou a filha numa cave, e com quem teve sete filhos, reconheceu hoje em tribunal ser culpado de incesto, mas não de homicídio de um recém-nascido, que morreu em cativeiro.

O julgamento de Josef Fritzl, 73 anos, atraiu ao tribunal de St. Poelten, perto de Viena, centenas de jornalistas estrangeiros, que puderam testemunhar a sua chegada, com uma pasta a tapar-lhe a cara. Já durante a sessão, que decorreu à porta fechada, Fritzl disse ser “parcialmente” culpado de violação – o que significará uma contestação da forma como a acusação foi formulada – e totalmente culpado de ter privado de liberdade as crianças que cresceram na cave.

Fritzl afirmou ainda ser inocente da acusação de escravatura."Ele encarcerou [Elisabeth] na cave e tornou-a totalmente dependente de si, obrigando-a a ter relações sexuais e tratando-a como se fosse propriedade sua", leu o delegado do Ministério Público. Espera-se um veredicto para quinta ou sexta-feira, mas Fritzl incorre em prisão perpétua.

Foi em silêncio e sem sinais de emoção que o arguido passou pelos jornalistas, ignorando as perguntas que lhe eram dirigidas, descreve a agência Reuters. A acusação acusa-o de ter originado a morte de um bebé pouco depois de nascer, em 1996. Fitzl responde por homicídio por negligência, por não ter procurado ajuda para a criança, cujo corpo incinerou numa caldeira.

A cave onde Elisabeth Fritzl esteve fechada desde 1984 até Abril do ano passado tinha 1,7 metros de altura e nenhuma janela. O pai, que a construiu, diz que queria proteger a filha das drogas. Ela tinha 18 anos e nunca mais viu o sol, até 2008; nem ela nem três dos seis filhos, entre os 5 e os 19 anos, que nasceram das constantes violações. Até que, em Abril do ano passado, a mais velha, Kerstin, de 19 anos, adoeceu e teve de ser hospitalizada. A “casa dos horrores” foi descoberta.

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rogerio

bom ele tinha que perder a pernas e os braços e ficar cego morrer as poucos cadeia e muito ...

Anónimo

16.02.2010 04:01

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