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Reunião da Internacional Socialista

José Sócrates diz que Hamas deve adoptar atitude responsável

30.01.2006 - 14:33 Por Lusa, PUBLICO.PT

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José Sócrates ao lado do seu homólogo búlgaro, Sergey Stanishev José Sócrates ao lado do seu homólogo búlgaro, Sergey Stanishev (Orestis Panagiotou/EPA)
O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje que o Hamas, vencedor das eleições legislativas palestinianas, tem agora a "responsabilidade de responder ao novo estatuto" e deve adoptar imediatamente uma atitude responsável.

Sócrates, que se deslocou a Atenas na qualidade de líder do PS para participar no Conselho da Internacional Socialista, disse que "é preciso reconhecer que o Hamas venceu legitimamente as eleições" da passada semana, mas sublinhou que "isso não basta". "É necessário que abandonem a luta armada, para que possam ser considerados parceiros de negociações credíveis, e também que deixem de ter como objectivo a destruição do Estado de Israel", afirmou, acrescentando que "uma atitude responsável por parte do Hamas seria fazer isso já, imediatamente".

Recordando que a organização radical islâmica ainda faz parte da "curta lista" de organizações terroristas elaborada pela União Europeia, Sócrates afirmou que, sem essa atitude responsável, "e apesar de terem ganho as eleições", os dirigentes do Hamas "nunca conseguirão ter uma credibilidade internacional que os afirme como actores a considerar numa negociação que é muito difícil".

O secretário-geral do PS, também primeiro-ministro português, disse todavia esperar que o Hamas "não deixará de considerar" a via da paz e estabilidade, e "que a responsabilidade seja encontrada".

José Sócrates, que participou hoje em Atenas na eleição do líder social ista grego George Papandreou como sucessor do antigo secretário-geral do PS António Guterres na presidência da Internacional Socialista (IS), destacou ainda o papel que a organização tem desempenhado na tentativa de resolução do conflito.

"A IS tem estado muito presente na questão do Médio Oriente por tradição", indicou, lembrando que fazem parte da organização quer o partido trabalhista israelita, quer a OLP (Organização Para a Libertação da Palestina", o que tornaram o IS "um dos actores mais requisitados" na mediação do conflito.

A vitória esmagadora do Hamas nas eleições palestinianas da passada quarta-feira provocou surpresa e inquietação entre a comunidade internacional, forçando Israel a admitir negociar com os islamitas se estes "renunciarem à violência".

O movimento radical islâmico Hamas, responsável por mortíferos ataques no passado recente contra colonos e militares israelitas nos territórios e contra civis em terras do Estado judaico, vai ocupar 76 dos 132 lugares do parlamento da Autoridade Palestiniana, deixando o Fatah, até aqui no poder, reduzido a 43 mandatos.

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