Os leitores da capital britânica vão deixar de pagar pela edição diária do "London Evening Standard", que será o primeiro dos jornais históricos ingleses a transformar-se num gratuito. A decisão foi anunciada esta manhã pelo oligarca russo, Alexander Lebedev, que comprou o título em Janeiro.
O vespertino – vendido na área metropolitana de Londres e reputado pela cobertura de eventos culturais – será gratuito a partir do dia 12, altura em que a tiragem mais do que duplicará, passando dos 250 mil exemplares para 600 mil. O objectivo é conquistar mercado publicitário e, assim, minimizar o fim das receitas com as vendas.
“Estou confiante que mais do que duplicarmos a circulação e mantermos um jornalismo de qualidade estamos a fazer o que Londres merece”, escreveu o magnata russo, dizendo acreditar que outros jornais “vão seguir o exemplo” a curto prazo.
No mesmo comunicado, o director executivo Andrew Mullins explicou que era cada vez mais difícil manter um vespertino pago, face à perda de leitores para os gratuitos e para os meios de comunicação online. Com esta decisão, “o nosso negócio de classificados terá novamente uma dimensão significativa”, explicou.
A administração admite que terá de reduzir custos, mas garantiu aos trabalhadores, apanhados de surpresa pelo anúncio, que não estão previstos, para já, despedimentos. Contudo, a entrada do Standard no negócio dos gratuitos poderá conduzir ao fim do "London Lite", detido pela Associated Newspapers, que mantém ainda 25 por cento no capital do vespertino. No mês passado, Rupert Murdoch decidiu encerrar o rival "London Paper", alegando que "ficou aquém das expectativas" lançadas aquando da sua criação, em 2006.



