A atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama representa o reconhecimento da profunda renovação que este tem efectuado no plano da política externa americana, da diplomacia e das relações internacionais em geral, em prol dos valores do multilateralismo, da cooperação e do diálogo enquanto instrumentos insubstituíveis ao serviço da paz no mundo.
A atribuição deste Prémio traduz também o reconhecimento da bondade de certas das suas prioridades de política externa, anunciadas desde o início do seu mandato – designadamente, a resolução do conflito Israelo-palestiniano, a melhoria das relações com as comunidades muçulmanas, as questões do desarmamento nuclear, a primazia do respeito pelos direitos humanos que ditou o encerramento da prisão de Guntánamo – , as quais constituem um factor de esperança renovada para o mundo inteiro.
A meu ver, a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Obama, neste início de mandato, não constitui, ao contrário do que tem sido hábito um reconhecimento de feitos a posteriori, mas representa, sim, uma aposta no futuro. Nesta atribuição vejo, de facto, quer o inequívoco reconhecimento de que a paz passa pela via agora aberta por Obama, quer um poderoso incentivo para que esta seja prosseguida com firmeza e determinação, independentemente das dificuldades, dos escolhos e dos desafios de que todos sabemos o caminho da paz está semeado.


