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Primeiro-ministro considera decisão ilegal

Jordânia: islamistas retiram-se das eleições autárquicas com acusações de fraude

31.07.2007 - 13:36 Por AFP

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Os jordanos escolhem hoje os seus conselheiros municipais nas primeiras eleições desde a introdução do voto feminino no país Os jordanos escolhem hoje os seus conselheiros municipais nas primeiras eleições desde a introdução do voto feminino no país (Miguel Madeira/PÚBLICO (arquivo))
A Frente de Acção Islâmica (FAI), principal partido da oposição na Jordânia, retirou-se hoje das eleições autárquicas, acusando o Governo do país de fraude. O primeiro-ministro jordano, Maarouf Bakhit, considera que esta decisão é ilegal.

"Todos os candidatos da FAI e dos Irmãos Muçulmanos retiraram-se das autárquicas, em todos os distritos", declarou à AFP o deputado Zuhair Abu el-Ragheb.

A decisão foi tomada durante uma reunião de emergência da direcção da FAI e dos Irmãos Muçulmanos, que serviu "para discutir casos de fraude e de abusos" que, segundo a FAI, "ocorreram depois da abertura dos escrutínio".

"O Governo manipulou o voto dos militares, que votaram em massa nos candidatos não-islamistas, sem dar hipóteses aos outros", disse o mesmo porta-voz.

O primeiro-ministro jordano, Maarouf Bakhit, disse que "a retirada dos islamistas é ilegal e contrária aos procedimentos em curso. As leis são claras: a retirada deve sempre ocorrer um dia antes da data do escrutínio e não agora, numa altura em que, nalgumas regiões, a taxa de participação ronda os 50 por cento". "Consideramos, por isso, que os candidatos islamistas ainda estão na corrida", acrescentou Bakhit.

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