Jogadores que protestaram contra Ahmadinejad fora da selecção do Irão

24.06.2009 - 12:25 Por PÚBLICO
Os internacionais da selecção iraniana de futebol que entraram em campo com pulseiras verdes – cor que identificou a campanha presidencial do candidato oficialmente derrotado Mir Hossain Mousavi – já não fazem parte da equipa.
Segundo avança o jornal inglês "Telegraph", Ali Karimi, 31 anos, Mehdi Mahdavikia, 32, poderão ter sido saneados da selecção, depois de, no último compromisso dos iranianos, frente à Coreia do Sul, terem entrado em campo com pusleiras verdes.
Mahdavikia é um dos jogadores mais carismáticos do Irão, em especial depois de ter sido o "herói" que, no Mundial de 1998, apontou o golo que eliminou os Estados Unidos na primeira fase dessa competição. Karimi é igualmente um futebolista de ampla projecção no Irão, tendo alinhado no Bayern de Munique, na Alemanha.
Um jornal pró-governamental do Irão, citado pelo Telegraph, afirma que os dois jogadores se "reformaram". É verdade que ambos já haviam anunciado que pretendiam pôr um ponto final na carreira de internacional devido à idade, mas existem especulações de que ambos terão sido expulsos.
O incidente "político" dentro do campo aconteceu em Seul, quando pelo menos sete jogadores entraram no relvado com as ditas pulseiras. Um acto que foi entendido como um gesto de solidariedade com o movimento de Mir Hossain Mousawi, líder da oposição ao Mahmoud Ahmadinejad. Este foi proclamado vencedor das eleições presidenciais iranianas, a 12 de Junho, mas o sufrágio tem sido motivo de amplos protestos tanto no país como fora dele.
No intervalo da partida com a Coreia do Sul, os jogadores iranianos terão sido forçados a retirar as pulseiras, que já não foram vistas em campo durante a segunda parte. O jogo era decisivo para o apuramento para o Mundial 2010, prova de que o Irão acabou por ser afastado.

