O primeiro-ministro do Luxemburgo e actual presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, considera que um "não" à Constituição europeia pelos franceses seria "uma catástrofe", ficando afastada qualquer hipótese de renegociar o tratado.
Em entrevista ao diário belga "Le Soir", Jean-Claude Juncker estimou que um "não" francês "será entendido como a recusa de todo um povo à construção da UE e do seu projecto, tal como foi imaginado", explicou, antes de acrescentar que "os observadores externos deixariam saber para onde é que a Europa pretende ir".
Se se confirmar a recusa por parte de um ou vários Estados até ao dia 1 de Novembro de 2006, "o Conselho Europeu irá retomar o assunto", recordou Juncker. Caso não se encontre uma solução de unanimidade, "o tratado não entrará em vigor" e a Europa terá perdido "10 a 15 anos".
Juncker estabeleceu uma divisão entre os cidadãos que pensam que "a Europa está a ir demasiado longe e que não está a respeitar as especificidades regionais" e os que "acreditam que a Europa deve ir mais longe", opinião partilhada pelo primeiro-ministro luxemburguês.


