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Primeiro-ministro israelita anunciou que abandona o cargo em Setembro

Israelitas e palestinianos querem acordo de paz, apesar da saída de Ehud Olmert

31.07.2008 - 11:08

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A Autoridade Palestiniana não quer um acordo a meio-gás, indicou o negociador palestiniano A Autoridade Palestiniana não quer um acordo a meio-gás, indicou o negociador palestiniano (Suhaib Salem/Reuters)
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, reuniu israelitas e palestinianos para tentar chegar a um acordo de paz antes do final do ano, confiando que a saída do primeiro-ministro israelita Ehud Olmert do governo, anunciada ontem e marcada para Setembro, não constitua um obstáculo a esse processo.

A reunião, em que participaram, para além de Rice, o principal negociador palestiniano, Ahmed Qureia, e a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, entre outros representantes, celebrou-se quase em paralelo com o anúncio de saída do primeiro-ministro israelita.

A notícia gerou novas dúvidas sobre a possibilidade de se conseguir chegar a um acordo antes que termine o mandato do Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em Janeiro de 2009, mas as partes mantiveram a calma e comprometeram-se a seguir esse objectivo.

A responsável pela diplomacia norte-americana qualificou a reunião de “muito produtiva” e, apesar de não se ter referido directamente à decisão de Olmert, assinalou que os planos não mudaram no encontro de ontem.

O negociador palestiniano, Ahmed Qureia, indicou: “Decidimos hoje [ontem ao final do dia] que continuaremos a tentar atingir um acordo antes do final do ano”, disse Saeb Erekat – representante da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) – no final da reunião, num claro sinal que a decisão de Olmert não irá perturbar, em princípio, as negociações.

“Em última análise, o que queremos como palestinianos é conseguir a paz com todos os israelitas, e não com um partido ou com uma pessoa”, precisou Saeb Erekat, que adiantou que Rice voltará ao Médio Oriente no próximo dia 20 de Agosto a fim de continuar as conversações.

Apesar da atitude de todos parecer indicar um acordo antes do final do ano, Erekat sugeriu que os palestinianos não irão permitir que o limite de tempo fixado pelos Estados Unidos os obrigue a aceitar um plano a meio gás, ao afirmar que querem um acordo completo. Ou isso ou nada. “Não vamos permitir que o tempo nos afogue. A substância (do acordo) é muito importante”, disse. “Não iremos optar por um acordo parcial [...] ou qualquer coisa que não seja um acordo completo sobre todos os assuntos”, acrescentou.

Já a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, possível sucessora de Olmert, abandonou o Departamento de Estado sem prestar declarações à imprensa, apesar de ter apelado reiteradamente ao diálogo.

Olmert assegurou a partir de Jerusalém que nos meses que ainda lhe restam de mandato irá continuar a trabalhar para alcançar a paz com os seus vizinhos, que vê “mais perto que nunca”.

Na segunda-feira, Olmert pôs em evidência os obstáculos que existem para fechar um acordo ao afirmar que é “praticamente impossível” alcançar um compromisso ainda este ano acerca de Jerusalém.

O porta-voz Sean McCormack destacou, por seu lado, que Washington vai continuar a trabalhar sobre a mesma base que trabalhou até agora. “Desejamos trabalhar com todos os líderes israelitas no governo, seja com este ou com um futuro governo”, acrescentou McCormack, que sublinhou que “as condições nunca serão perfeitas para chegar a um acordo que leve à paz entre israelitas e palestinianos”. “O problema aqui é este: se estamos à espera do momento perfeito, então vamos estar à espera para sempre, porque provavelmente nunca haverá um momento perfeito” para se forjar um acordo de paz, indicou.

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Resposta

Anónimo ingénuo, lamento, mas não percebo a sua pergunta. O individuo que provoucou esse incidente ...

Martim Meyer

01.08.2008 14:25

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