Israel volta a rejeitar exigências de grupos armados palestinianos

01.07.2006 - 19:46 Por AFP, Reuters
Israel voltou hoje a rejeitar as exigências feitas por grupos armados palestinianos que sequestraram um soldado israelita. No Sul da Faixa de Gaza continuam trocas de tiros entre o Exército israelita e combatentes palestinianos.
As negociações para a libertação do soldado Gilad Shalit, sequestrado no domingo, chegaram a um impasse. “O primeiro-ministro Ehud Olmert reiterou que não haverá acordo. Ou Shalit é libertado ou tudo faremos para que isso aconteça”, disse Mark Regev, porta-voz do Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros.
O Presidente norte-americano George W. Bush considerou hoje que a libertação de Shalit é crucial para o fim da crise em Gaza, avançou a Casa Branca.
Hoje, tropas israelitas entraram em Gaza e entraram em confronto com elementos do Hamas, num dos piores combates da última semana. Ainda não há informações sobre vítimas.
O enviado especial da ONU ao Médio Oriente, Alvero de Soto, vai amanhã a Gaza para se encontrar com o Presidente palestiniano Mahmoud Abbas.
Fatah nega “vazio de poder” depois de ofensiva israelita
O movimento Fatah do Presidente Abbas garantiu hoje que a detenção, pelo Exército israelita, de um terço do Governo sob a direcção do Hamas não conseguiu criar um “vazio de poder”.
“Não haverá vazio de poder porque somos uma democracia forte. As tentativas israelitas para a destruir serão em vão”, declarou a Fatah, em comunicado.
Na quinta-feira, 64 quadros políticos do movimento islamista Hamas – entre eles oito ministros e 24 deputados do Conselho legislativo palestiniano – foram detidos numa onda de detenções sem precedentes na Cisjordânia.
As autoridades israelitas justificaram esta operação pela necessidade de proteger a população israelita, depois de “ter sido provado que o Hamas está implicado no terrorismo”.
Abbas já apelou à comunidade internacional para pressionar Israel a libertar os detidos.


