Israel voltou a bombardear hoje os túneis na região de fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egipto, na região de Rafah, em retaliação pela morte de um soldado israelita, numa violação do cessar-fogo e no dia da chegada do enviado especial norte-americano para o Médio Oriente, George W. Mitchell, escolhido pelo novo Presidente Barack Obama para mediar o conflito.
Mitchell deverá encontrar-se ainda hoje com os responsáveis israelitas e amanhã com o Presidente palestiniano Mahmoud Abbas. Mas está afastado um encontro com representantes do Hamas.
O objectivo desta viagem de Mitchell, o homem por trás do acordo de paz entre unionistas e republicanos na Irlanda do Norte, é regressar às conversações para a paz entre Israel e a Palestina, numa altura em que a violência rompe o acordo de cessar-fogo acordado entre as partes a 18 de Janeiro e após 22 dias de ofensivas bilaterais.
Ontem uma bomba, reivindicada por um grupo islâmico sem grande destaque, na zona de fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, matou um soldado israelita. A resposta imediata de Israel acabou por matar também um palestiniano civil e um outro indivíduo que Israel reclama ter estado envolvido no ataque.
Os túneis na fronteira com o Egipto, hoje bombardeados, são encarados por Israel como a principal entrada do armamento que serve o Hamas. Israel já pressionou a comunidade internacional para que obrigasse o Cairo a fechar a fronteira com a Faixa de Gaza.
Mas para a autoridade palestiniana a importância dos túneis prende-se com interesses económicos e com o acesso a bens que Israel impossibilita que entrem no território.
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.


