O Governo de Israel aprovou a criação de uma zona-tampão de seis a sete quilómetros de extensão entre a fronteira israelita e o sul do Líbano, delimitada pelo rio Litani.
A ideia dos generais israelitas é empurrar os guerrilheiros do Hezbollah para o rio, 20 quilómetros a norte da fronteira entre os dois países, segundo explicaram fontes do Governo à agência Reuters.
O objectivo é destruir as posições do Hezbollahao longo da fronteira e afastar os locais de lançamento de mísseis, para que estes não possam atingir a zona de Haifa (a 40 quilómetros da fronteira).
As mesmas fontes garantiram à Reuters que Israel não pretende ocupar toda a zona entre a fronteira e o rio Litani.
Apesar de não haver planos para uma ocupação duradoura, o general Alon Friedman disse à rádio israelita que a operação terrestre "pode levar vários dias ou várias semanas".
Zona-tampão foi a proposta mais limitada
O Exército israelita recebeu esta madrugada luz verde do Gabinete de Segurança e do primeiro-ministro, Ehud Olmert, para alargar os ataques terrestres no sul do Líbano até ao rio Litani, precisou a rádio militar israelita. A movimentação das tropas israelitas é a mais limitada de todas as propostas que estiveram em cima da mesa na reunião do gabinete, disseram as fontes políticas.
Vinte combatentes do Hezbollah mortos pelo Exército israelita
O Exército de Israel anunciou hoje que matou 20 combatentes do Hezbollah durante vários confrontos nas últimas 48 horas, nos sectores de Taibe e de al-Adeisse.
Israel reclama a responsabilidade pela morte de mais de 200 guerrilheiros do movimento xiita desde o início do conflito armado, a 12 de Julho. Do seu lado, o Exército israelita diz que perdeu 41 soldados.
O Hezbollah avança que durante a noite passada conseguiu conter várias tentativas de incursões israelitas nos sectores em torno da aldeia de Aita al-Chaab. O Exército de Israel já desmentiu essa informação, garantindo que as suas forças estão a operar no sector em causa.


