Militares israelitas regressaram hoje ao ponto da fronteira com o Líbano onde ontem morreram quatro pessoas – três libaneses e um israelita – vítimas de uma troca de tiros.
Israel alega que está a fazer trabalhos de manutenção na zona de fronteira que são essenciais para evitar o surgimento de pontos sensíveis, cortando troncos de árvores que estariam a interferir com dispositivos de segurança.
O Estado hebraico diz que foi através de um local semelhante que dois militares israelitas foram capturados pelo movimento xiita libanês Hezbollah em 2006, no que acabou por dar origem à ofensiva nesse Verão, e garante que as manobras estão a ser feitas em coordenação com a UNIFIL, a força internacional da ONU no terreno, e já anunciou que vai apresentar uma queixa contra o Líbano.
O Exército libanês apresenta outra versão: que os militares israelitas estavam a arrancar árvores do seu lado da fronteira e que não retiraram depois de avisos.
A força de patrulha da ONU afirmou hoje que os soldados israelitas estavam do seu lado da "linha azul".
A ONU e os EUA pediram a máxima contenção a ambos os lados, temendo que este incidente esporádico, o mais grave desde o final da guerra de 2006, possa escalar.



