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Manifestações contra a violência na Faixa de Gaza proliferam

Israel promete intensificar ataques quando balanços apontam para 850 mortos

10.01.2009 - 19:45 Por PÚBLICO, Agências

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Imagem da manifestação de Lisboa frente à embaixada de Israel Imagem da manifestação de Lisboa frente à embaixada de Israel (Enric Vives-Rubio)
Ao fim de três semanas de ofensiva na Faixa de Gaza os balanços tornam-se cada vez mais negros: 854 palestinianos mortos, entre os quais 270 crianças e 98 mulheres, e 3350 feridos. À medida que os números aumentam, proliferam também as manifestações na Europa e o envio de ajuda humanitária. Apesar disso, Israel já prometeu intensificar os ataques e o apelo de cessar-fogo – rejeitado bilateralmente – está cada vez mais longe de se concretizar.

Israel, que decidiu não considerar uma resolução do Conselho de Segurança de apelo a um cessar-fogo imediato, continuou hoje a efectuar novos ataques terrestres contra o território controlado pelo movimento islamista Hamas, após ataques aéreos nocturnos. A aviação israelita lançou esta tarde milhares de panfletos sobre a cidade de Gaza alertando a população para uma próxima "intensificação das operações" no território palestiniano e pedindo-lhe para se afastar dos túneis de contrabando de material bélico, depósitos de armas e locais onde houver "terroristas".

O exército "vai intensificar em breve as suas operações contra os túneis, os depósitos de armas e os terroristas em toda a Faixa de Gaza", avisaram as Forças Armadas israelitas nesses folhetos escritos em árabe. Também o Hamas fez saber que não tenciona cumprir o apelo da ONU para uma paragem das hostilidades, tendo disparado hoje pelo menos oito mísseis artesanais contra o sul de Israel, causando dois feridos civis.

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mostrou-se de acordo com a União Europeia (UE) para um cessar-fogo "o mais breve possível" em Gaza, indicou o presidente em exercício da UE em comunicado. Durante uma conversa telefónica, o primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, cujo país exerce a presidência rotativa da UE, e George W. Bush "estiveram em acordo quanto à necessidade de restaurar um cessar-fogo o mais breve possível, de encetar acções humanitárias e, ao mesmo tempo, de impedir o tráfico de armas com destino a Gaza", lê-se no texto.

A ofensiva israelita já custou a vida a 854 palestinianos, entre os quais 270 crianças e 98 mulheres, para além 3350 feridos, segundo um balanço apresentado hoje pelo chefe dos serviços de urgências hospitalares palestinianas, Muawiya Hassanein. Três civis e dez soldados israelitas foram mortos desde o início da operação ofensiva contra a Faixa de Gaza, segundo o exército. A ONU e o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também o reinício logo que possível das ajudas à região, após "garantias de segurança" das autoridades israelitas relativamente ao seu pessoal, depois de um camionista ao serviço da ONU ter sido abatido.

Hamas rejeita interferências no “direito de resistência”

Contudo, o chefe em exílio do Hamas, Khaled Mechaal, rejeitou hoje a presença de forças internacionais na Faixa de Gaza que atentem contra a “resistência e o direito legítimo de lutar contra a ocupação”.

Só esta manhã morreram mais sete palestinianos devido a ataques israelitas em Jabaliya, no norte da faixa de Gaza, segundo fontes médicas palestinianas. No sul do território, outro ataque israelita destruiu o muro de um hospital e partiu vários vidros, segundo testemunhas. O Exército israelita diz que atacou na última noite mais de 40 alvos na faixa de Gaza, nomeadamente locais de lançamento de morteiros e túneis sob a fronteira entre Gaza e o Egipto.

As organizações humanitárias temem, por outro lado, o agravamento da situação social: neste momento um milhão de pessoas sobrevive sem electricidade e 750.000 estão sem água.

À medida que os números dos conflitos se agravam, milhares de pessoas manifestaram-se hoje contra a ofensiva israelita na Faixa de Gaza, em especial em Paris e Londres, onde foi necessária a intervenção da polícia. Em Portugal, frente à embaixada de Israel, esteve também menos de uma centena de pessoas, a apelar à paz na região.

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Gaza

Diz a história bíblica que no tempo de Abraão, os judeus - povo escravo da antiga civilização ...

Anónimo

12.01.2009 14:52

X

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