O Kadima, de Tzipi Livni, venceu as eleições legislativas em Israel e terá conquistado mais dois lugares do que o Likud, de Benamin Netanyahu, de acordo com as sondagens à boca das urnas, mas os dois dirigentes políticos afirmaram ambos que esperam vir a formar governo.
O Kadima da ministra dos Negócios Estrangeiros Tzipi Livin aparece à frente nas sondagens do canal 10 e do canal 1 israelitas, em ambos os casos com 30 assentos no Knesset (Parlamento), mais dois do que o Likud, de Benjamin Netanyahu, enquanto o canal 2 o Kadima surge com 29 lugares contra 27 do Likud.
Na sondagem do canal 1, o Kadima surge com 30 pontos, o Likud com 28, o Yisrael Beiteiu, de Avigdor Lieberman (extrema-direita) com 15 e os Trabalhistas com 13.
No canal 10, o Kadima surge com 30 pontos, o Likud com 28, o Yisrael Beiteiu com 14 e os Trabalhistas, do ministro da Defesa, Ehud Barak.
No canal 2, o Likud tem 29 lugares, o Kadima 27, o Yisrael Beiteiu 15 e os Trabalhistas, 13.
A líder do Kadima, Tzipi Livni, reagiu aos resultados afirmando que o seu partido formará governo. "Israel escolheu o Kadima e nós formaremos o próximo governo".
No entanto, e apesar da derrota nas urnas, o Likud disse que formará governo, uma vez que o bloco da direita somou mais votos do que o da esquerda. "Benjamin Netanyahu será o próximo primeiro-ministro", refere um comunicado do Likud.
De acordo com a sondagem de uma das estações, citada no mesmo site, o bloco dos partidos de direita consegue um total de 64 votos, contra 56 do da esquerda, o que poderia levar o Presidente Shimon Peres a convidar Netanyahu para formar Governo. O Kadima terá dificuldades em reunir uma coligação que ultrapasse os 61 votos necessários para formar uma maioria.
"Já telefonei aos líderes partidários e amanhã [quarta-feira] começaremos as negociações para formar Governo", disse Netanyahu, que se declarou como vencedor das eleições. Entre os líderes que Netanyahu contactou conta-se Avigdor Lieberman, um dos vencedores da noite eleitoral.
Avigdor Lieberman, o presidente do partido ultranacionalista Yisrael Beyteinu, o terceiro mais votado, de acordo com as sondagens, com um total de 15 lugares, disse que detém as chaves do próximo governo de Israel. "Nestas eleições, marcámos a agenda. Esse é o nosso maior feito", afirmou
Apesar de o seu partido não ter alcançado os 20 lugares que algumas sondagens antecipavam, Lieberman disse que preferia participar num governo de direita.
O Beytenu tinha 11 lugares no Knesset e tornou-se o terceiro partido israelita nesta eleição, ultrapassando os trabalhistas.
O líder trabalhista e ministro da Defesa, Ehud Barak, um dos grandes derrotados desta eleição, disse que o seu partido não hesitará em ir para a oposição, se considerar isso o mais adequado para o país.
"Como sempre fizémos, faremos o que considerarmos melhor para o Labour [o Partido Trabalhista] e, sobretudo, o que considerarmos melhor para o país. Não serviremos num governo que não seja estabelecido de acordo com as especificações do nosso caminho e não hesitaremos em ir para a oposição e em servir o povo a partir daí", afirmou Barak.
A adesão às urnas foi de 65 por cento, mais 2,5 por cento do que em 2005.
Notícia actualizada às 23.52



