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Declarações do ministro da Justiça

Israel garante que Conferência de Roma lhe deu "uma autorização para continuar" ataques no Líbano

27.07.2006 - 12:35 Por Agências

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Os combates intensificaram-se hoje com Israel a bombardear várias cidades do sul do Líbano Os combates intensificaram-se hoje com Israel a bombardear várias cidades do sul do Líbano (Jacob Silberberg/AP)
A Conferência de Roma que ontem decorreu na capital italiana deu a Israel “uma autorização para continuar” os ataques ao Líbano, afirmou hoje o ministro israelita da Justiça, Haim Ramon.

“Ontem, em Roma, nós obtivémos uma autorização para continuar com as nossas operações até que o Hezbollah deixe de estar no sul do Líbano e fique desarmado”, afirmou à rádio militar. “Toda a gente sabe que uma vitória do Hezbollah significaria uma vitória do terrorismo mundial. Isso seria uma catástrofe para o mundo e para Israel”, acrescentou.

A conferência internacional sobre o Líbano, que ontem decorreu em Roma, falhou um acordo sobre o cessar-fogo imediato no conflito israelo-libanês, por causa de entreves colocados pelos Estados Unidos face às pressões colocadas pelos outros países participantes , nomeadamente a França.

Danny Gillerman, embaixador isrelita na ONU, felicitou-se pela “posição muito firme dos Estados Unidos em Roma”.

Washington recusou-se a reconhecer que as negociações terminaram num falhanço. Nas palavras do porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, os participantes da conferência “saíram [de Roma] com um acordo que fala de um cessar-fogo urgente”. “Julgo que é importante perceber que o facto de não haver uma data precisa para o cessar-fogo não representa um falhanço, mas o reconhecimento da realidade”, disse.

A conferência contentou-se com um apelo ao “trabalho imediato para conseguir com a maior urgência um cessar-fogo”.

A declaração final precisa ainda que o fim das hostilidades deve ser “durável, permanente e completo”.

No terreno, os combates intensificaram-se hoje com Israel a bombardear várias cidades do sul do Líbano. O Hezbollah respondeu com uma nova salva de “rockets” sobre Haifa, a terceira cidade israelita.

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