Israel diz que precisa de mais dez a 14 dias para continuar a ofensiva contra o Hezbollah 
30.07.2006 - 17:21 Por PUBLICO.PT, Agências
Ehud Olmert disse a Condolezza Rice que Israel precisava de mais dez a 14 dias para continuar a ofensiva contra o Hezbollah no Líbano. Mas a secretária de Estado não pode terminar a sua missão diplomática, pois o Líbano fez saber à secretária de Estado dos EUA que não era bem-vinda no país, na sequência do ataque israelita esta manhã em Qana, que causou mais de 50 mortos, incluindo 37 crianças.
Rice e a sua missão diplomática regressaram a Washington mais cedo do que o previsto, após as conversações em Televive.
O Conselho de Segurança tinha entretanto marcada para as 15h00 TMG (16h00 em Lisboa) uma reunião convocada de emergência pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, enquanto de todo mundo se fazia ouvir protestos contra Israel pelo sucedido.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália chegou a Telavive, onde tem marcados encontros sobre o conflito no Médio Oriente, nomeadamente com o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, soube AFP junto do Governo israelita.
Pelo mundo árabe, a raiva fez-se sentir generalizadamente. Até os líderes moderados denunciaram fortemente a acção israelita e muitas pessoas pediram nas ruas que o estado judaico fosse esmagado, segundo relatam as agências de informação.
No Irão, o líder dos Guardas da Revolução disse que as forças da linha dura do país se deviam preparar para a vingança contra Israel. “Os Basij e os guardas da revolução devem preparar-se para se vingarem dos sionistas e dos americanos”, disse Yahya Rahim-Safavi a uma agência de notícias conservadora do país, segundo a Reuters. Os Basij são voluntários das milícias islâmicas.
O Irão pediu à ONU que “leve perante a justiça” os dirigentes israelitas por “crimes contra a humanidade”, disse o minsitro dos Negócios Estrangeiros, Manouchehr Mottaki.
Milhares de libaneses manifestaram-se também no centro de Beirute para denunciar o ataque israelita, queimando bendeiras americnas e gritando “Morte à América”. Juntaram-se às centenas de jovens em cólera que antes tinham cercado as instalações da ONU na cidade.
O Paquistão, a Índia e a Grécia condenaram o ataque.
No centro de Londres, centenas de pessoas manifestaram-se em Trafalgar Square contra a escalada da violência no Líbano. Estiveram presentes personalidades da televisão e políticos. Alguns manifestantes tinham bandeiras do Líbano e do Hezbollah e foi pedido um cessar-fogo imediato.

