Quarenta e cinco dos 686 passageiros que seguiam nas embarcações atacadas pelo Exército israelita já foram expulsos ou estão prestes a sê-lo. Há 480 detidos numa prisão a Sul de Israel e os restantes serão transferidos do porto de Ashdod para a prisão.
“Um total de 686 passageiros estavam a bordo das embarcações interceptadas e, destes, 45 estão em vias de expulsão”, afirmou à rádio militar israelita Yossi Edesltein, alto funcionário do Ministério do Interior de Israel.
O Ministério irlandês dos Negócios Estrangeiros Micheal Martin condenou a detenção "inaceitável" de sete cidadãos irlandeses, reclamando a sua libertação "imediata e sem condições".
Entre os cidadãos já expulsos ou prestes a sê-lo encontra-se a Prémio Nobel da Paz da Irlanda do Norte Mairead Corrigan e vários políticos, incluindo deputados de diferentes países europeus.
Hospitalizadas continuam 45 pessoas, a maioria de nacionalidade turca. A Turquia anunciou o envio de três aviões com equipamento médico para repatriar 20 cidadãos feridos no raide que matou dez pessoas na frota que levava ajuda humanitária à Faixa da Gaza.
Os feridos de maior gravidade foram retirados em helicópteros das embarcações. Os que a correspondente do jornal espanhol “El País” viu chegar ao hospital de Bazilai, na localidade de Ashkelon, vinham “vendados e rodeados por dezenas de polícias de fronteira que foram mobilizados em todos os hospitais da costa israelita”
Israel diz que os passageiros eram originários de 38 países: muitos, como Marrocos, a Argélia, o Paquistão, sem relações diplomáticas com Israel.
Os detidos serão os activistas que, depois de desembarcarem à força no porto de Ashdod, a 35 quilómetros da Faixa, recusaram regressar de forma voluntária aos seus países – são todos convidados a assinar um documento de deportação. A partir daí Israel passa a considerá-lo imigrantes ilegais e é nesse estatuto que são detidos, explica o “El País”. Deverão ser expulsos 72 horas depois de serem presentes a um juiz, acrescenta a AFP.
Detido está também Kamal Khatib, presidente da mais importante organização de árabes israelitas, uma comunidade de 1,3 milhões de pessoas que apelou à realização de uma greve geral e de uma jornada de manifestações.
O Governo da Grécia anunciou que seis dos 36 gregos que estavam nos barcos já chegaram a Atenas. Duas embarcações gregas também participavam na iniciativa. A embarcação mais visada pelo assalto foi o navio turco Mavi Marmara.
Notícia actualizada às 10h40



