Fim das hostilidades já entrou em vigor

Israel ataca veículo libanês pouco antes do início do cessar-fogo

14.08.2006 - 08:58 Por PUBLICO.PT, Agências

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Soldados israelitas exibem uma bandeira libanesa no regresso ao norte de Israel Soldados israelitas exibem uma bandeira libanesa no regresso ao norte de Israel (Haim Azulay/AP)
Pouco antes da hora marcada para o início do cessar-fogo entre o Hezbollah e o Exército de Israel (08h00 locais, 06h00 em Lisboa), a aviação israelita efectuou raides na cidade de Tiro e numa localidade perto de Baalbeck. Estes ataques resultaram na morte de sete pessoas, duas das quais civis.

Às 06h00 locais (04h00 em Lisboa), os aviões israelitas começaram a lançar panfletos onde se podiam ler ameaças de represálias se o Hezbollah atacar: "Libaneses, o Hezbollah, que serve os interesses dos seus mestres iranianos e sírios, trouxe-vos a morte e a destruição. Quereis pagar esse preço pela segunda vez?", refere o texto. "Não tenhais dúvidas de que o Exército de defesa de Israel regressará à carga e agirá com a força necessária em caso de novos ataques terroristas a partir do Líbano", lê-se ainda nos panfletos.

O Exército de Israel já confirmou o fim das suas operações ofensivas no Líbano e a aplicação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. "A partir das 08h00 [06h00 em Lisboa], o Tsahal [Exército israelita] cessará as suas operações ofensivas no Líbano, conforme a decisão tomada pelo Governo de Israel com base na resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU", lê-se num comunicado do Exército. "O Tsahal respeitará esta decisão, mas continuará a defender as suas forças e os cidadãos do Estado de Israel", acrescenta o texto.

Pouco antes do início do cessar-fogo, numa localidade a norte de Baalbeck, a aviação israelita disparou um míssil contra um carro onde seguiam cinco militares e polícias libaneses. Segundo as autoridades locais, para além dos ocupantes do veículo morreram também dois civis libaneses.

O Exército libanês anunciou ontem a morte de quatro dos seus militares na vaga de bombardeamentos israelitas.

O fim dos combates é a primeira etapa da aplicação da resolução 1701, aprovada na sexta-feira passada pelo Conselho de Segurança da ONU e ratificada no sábado pelo Líbano e no domingo por Israel.

Na resolução aprovada, o Conselho de Segurança exige o fim imediato de todos os ataques entre o Hezbollah e Israel. O texto prevê que o Líbano e a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), que contará com 15 mil efectivos, destaquem as suas forças para o sul do país e que ao mesmo tempo Israel retire as suas tropas da região.

O documento da ONU autoriza as FINUL a "tomar todas as medidas necessárias nos sectores para onde as suas forças forem deslocadas", para impedir "todas as actividades hostis".

O conflito, desencadeado no dia 12 de Julho depois de o Hezbollah ter capturado dois soldados israelitas, já resultou na morte de mais de mil civis libaneses e pelo menos 30 civis israelitas.



O texto das Nações Unidas

Pontos mais significativos
Cessar-fogo
O texto pede uma "cessação completa das hostilidades baseada, em particular, na cessação imediata de todos os ataques do Hezbollah e de todas as operações militares ofensivas por parte de Israel" - mas não as defensivas
Exército libanês
Até à cessação total das hostilidades o Governo do Líbano e a UNIFIL (reforçada) devem "mobilizar as suas forças em conjunto no Sul" e Israel deve, em simultâneo, "retirar todas as suas forças"
Hezbollah
Para que o Governo do Líbano alargue o seu controlo a todo o país "não haverá quaisquer armas sem o consentimento do Governo do Líbano e nenhuma autoridade para além do Governo do Líbano"; devem ser concretizadas as resoluções 1559 (2004) e 1680 (2006), que "requerem o desarmamento de todos os grupos armados no Líbano", proibindo "venda ou fornecimento de armas ao Líbano, excepto se autorizado pelo Governo"
Shebaa Farms
Pede-se ao secretário-geral que promova a concretização das directivas relevantes dos Acordos de Taif, como "a delineação das fronteiras internacionais do Líbano, especialmente nas áreas onde a fronteira é disputada ou incerta, o que inclui discutir a área das Shebaa Farms, e apresentar propostas em 30 dias ao CS"
Nova força
Autoriza "um aumento da UNIFIL para um máximo de 15000 tropas"; a "acompanhar e apoiar as Forças Armadas libanesas no Sul" e "garantir que a área não é utilizada para actividades hostis de nenhum tipo"

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Ao sr. Sousa

É por isso que eu não gosto de religião, apesar de ser meu dever cívico respeitar toda a gente. ...

Renato

15.08.2006 17:48

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