Com efeito a partir da meia-noite (hora de Lisboa)

Israel anuncia trégua unilateral na ofensiva em Gaza

17.01.2009 - 21:08 Por Maria João Guimarães

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Olmert afirmou que, apesar do cessar-fogo, o exército não abandonará já a Faixa de Gaza Olmert afirmou que, apesar do cessar-fogo, o exército não abandonará já a Faixa de Gaza (Baz Ratner/Reuters)
O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, anunciou uma trégua unilateral na ofensiva na Faixa de Gaza, que entra em vigor a partir das 02h locais (meia-noite em Lisboa). Mas com as forças israelitas a permanecerem em Gaza e com o Hamas a recusar parar os ataques, não é claro o que vai acontecer no terreno.

Numa conferência de imprensa que se seguiu a uma reunião extraordinária do Executivo, que aprovou a medida com uma abstenção e objecções de dois ministros, Olmert explicou que Israel podia decretar esta trégua já que tinha conseguido cumprir alguns objectivos: “A maioria das zonas de onde são lançados rockets são controladas por Israel”, afirmou, citado pelo Ha’aretz. “O Hamas não sabe ainda quão fortemente foi atingido.”

“As nossas forças mostraram o poder de Israel. O Comando mostrou que aprendemos com os erros do Líbano”, disse o chefe de Governo, que tinha sido duramente criticado por erros justamente na operação no Líbano no Verão de 2006.

Ainda antes da declaração de Olmert, já surgiam rumores da intenção do Executivo do Estado judaico, e o Hamas reagia dizendo que não iria parar de lançar rockets contra Israel a não ser que as suas exigências fossem atendidas. Israel pelo seu lado adiantou que ripostaria caso houvesse disparos.

“Ou ouvimos que temos o que pedimos ou o resultado será a continuação dos confrontos no terreno”, disse Osama Hamdam, o representante do Hamas no Líbano. O movimento islamista quer o fim do cerco ao território e a abertura dos postos fronteiriços. Nenhum responsável do Hamas em Gaza reagiu à decisão de Israel.

Em Gaza, a população está exausta, sem locais seguros para se abrigar dos ataques, depois da mais brutal operação militar israelita no território desde 1967. Mas se não disparar um rocket contra Israel após a declaração da trégua unilateral, o Hamas terá sido completamente derrotado, portanto é improvável que não aja. Não é assim claro quanto tempo poderá durar esta trégua.

Quanto a Israel, o ministro da Defesa, Ehud Barak, afirmou que o Exército estava “muito perto de conseguir os objectivos e de os assegurar com acordos diplomáticos”, disse. Os objectivos declarados da operação eram dois: acabar com o disparo de rockets do Hamas contra o sul de Israel, e impedir o contrabando de armas através dos túneis sob a fronteira com o Egipto.

Terá sido precisamente no segundo objectivo que houve progressos, com Israel a assinar um acordo com os EUA (que terá de ser respeitado pela próxima Administração) para a luta contra o contrabando de armas, e com uma oferta, hoje, do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de ajuda da marinha britânica neste objectivo.

Há ainda relatos de progressos nas conversações entre Israel e o Egipto sobre os mecanismos de prevenção do contrabando, embora não haja detalhes sobre o seu conteúdo. O Egipto recusava uma força internacional na fronteira, como pretendia Israel.

As razões de Israel

Porque é que Israel escolheu declarar uma trégua unilateral em vez de negociar um cessar-fogo? A maioria dos analistas diz que assim o Estado hebraico não precisa de reconhecer que cedeu a qualquer reivindicação do Hamas, embora possa garantir que conseguiu pelo menos um dos objectivos da operação (mesmo que caia um rocket no Sul, as medidas contra o contrabando de armas deverão estar asseguradas). A vantagem é grande também visto que se aproximam as eleições, em que tanto o ministro da Defesa, Ehud Barak (Labour), como a ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni (Kadima), enfrentam o quase-dado-como-vencedor que é o líder da oposição Benjamin Netanyahu (Likud). Por outro lado, deslegitima o Hamas, tendo passar por cima do movimento negociando directamente com o Egipto as questões relativas à passagem para Gaza.

Segundo ataque a escola

Diplomatas ocidentais citados pela Reuters afirmaram que o Egipto estava a organizar uma conferência com líderes mundiais sobre Gaza, que poderia ter lugar já amanhã.

Enquanto isso, a operação militar continuava, com mais de 50 alvos atingidos pela Força Aérea.

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Diferenças

ISRAEL = HAMAS. A única diferença é que o terrorismo de Israel é legal ou seja tem o apoio ...

Ricardo

19.01.2009 19:33

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