O movimento radical islamista libanês Hezbollah terá instalado cerca de 40 mil rockets em várias cidades do Sul do Líbano ao longo dos últimos quatro anos, de acordo com informações obtidas e agora divulgadas pelo exército israelita.
Os documentos que foram mantidos secretos - incluindo mapas muito pormenorizados, filmes e fotos aéreas - são agora divulgados com o aproximar do quarto aniversário da ofensiva (que durou 34 dias) lançada por Israel contra aquele movimento xiita, e que se seguiu ao rapto de dois soldados do Estado judaico a 12 de Julho de 2006.
Os media israelitas avançam que a decisão do exército de tornar estas informações públicas tem um propósito dissuasor, passando ao Hezbollah a mensagem de que Israel sabe exactamente onde está colocado aquele arsenal caso o queira destruir na hipótese de ocorrer um novo confronto.
As unidades do Hezbollah – num total de 20 mil combatentes – organizam-se em grupos de 30 a 200 homens armados e treinados, mobilizados em 160 cidades do Sul do Líbano, tendo à sua disposição arsenais “em alguns casos a apenas algumas dezenas de metros de distância de escolas, hospitais e zonas habitadas”, é precisado nos relatórios do exército israelita a que a agência francesa AFP teve acesso.
“Uma centena de cidades do Sul do Líbano foram transformadas em bases militares e isto constitui uma violação grave da resolução 1701 das Nações Unidas que pôs fim ao conflito de 2006”, prosseguem ainda as autoridades militares do Estado judaico.
Segundo estas informações, o Hezbollah tem capacidade actualmente de disparar por dia 600 a 800 rockets, com alcance de 20 a 50 quilómetros, contra Israel; e no arsenal há ainda milhares de outros engenhos com 150 quilómetros de alcance – em 75 por cento fornecidos pelo Irão e pela Síria, acusa ainda o exército israelita.


