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Repórter esteve mais de cinco meses em cativeiro

Iraque: jornalista francesa Florence Aubenas foi libertada

12.06.2005 - 10:15 Por AFP, Reuters, AP

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A imagem do vídeo mostrava uma repórter fragilizada por semanas de cativeiro A imagem do vídeo mostrava uma repórter fragilizada por semanas de cativeiro (EPA)
A jornalista francesa Florence Aubenas, do jornal "Libération", foi hoje libertada pelos seus captores iraquianos e encontra-se já a caminho de França. O seu guia e motorista, Hussein Hanoun al-Saadi, foi também libertado. Ambos estiveram cativos no Iraque mais de cinco meses e terão sido libertados ontem à tarde.

O rapto ocorreu a 5 de Janeiro na capital iraquiana e desde então os média franceses desdobraram-se em mostras de solidariedade e recordavam diariamente o sequestro da repórter.

Hoje, o Ministério francês dos Negócios Estrangeiros anunciou que a jornalista foi libertada e que está "a caminho de França", onde deve chegar hoje ao final do dia. A sua chegada está prevista para o Aeroporto de Villacoublay, na região de Paris.

O seu guia ficou no Iraque, junto da sua família.

Florence Aubenas, de 44 anos, grande repórter do jornal diário "Libération", estava no Iraque desde 16 de Dezembro e uma das reportagens que estava a preparar falava das mulheres candidatas às eleições iraquianas de 30 de Janeiro. Após 55 dias de silêncio na sequência do seu sequestro, a jornalista do "Libération" apareceu ontem num vídeo que foi entregue a uma agência de notícias em Bagdad, divulgado em primeira mão pela cadeia Sky-Italia.

Nas imagens - que não foram transmitidas por nenhuma televisão francesa mas entregues antes da publicitação à sua família - Aubenas apela, em tom angustiado, à intervenção nas negociações de Didier Julia, o deputado que em Setembro lançou uma iniciativa pessoal, paralela à do Estado francês, para conseguir a libertação dos jornalistas Christian Chesnot e Georges Malbrunot, raptados dois meses antes. Queixando-se do seu estado frágil e psicologicamente debilitado, a jornalista apelava à sua libertação.

A identidade dos seus captores nunca foi clara e chegou a falar-se de um resgate no valor de vários milhões de dólares em troca da sua libertação, mas a informação não foi confirmada pela diplomacia francesa.

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