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Na região que faz fronteira com a Síria

Iraque: 50 rebeldes mortos em megaoperação do Exército dos EUA

18.06.2005 - 14:19

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Bush vai tentar convencer a opinião pública que os americanos não se estão a "atolar" na campanha iraquiana Bush vai tentar convencer a opinião pública que os americanos não se estão a "atolar" na campanha iraquiana (Hadi Mizban/AP)
O Exército americano anunciou hoje ter matado 50 rebeldes no decorrer de uma vasta operação na zona Oeste do Iraque que começou ontem de manhã. Nos Estados Unidos, o Presidente George W. Bush tenta convencer a opinião pública que os americanos não se estão a “atolar” na campanha iraquiana.

Um comunicado da II Divisão dos Marines, envolvida na operação, revela que esta acção permitiu também libertar quatro reféns iraquianos que estavam encarcerados num “bunker” dos rebeldes na localidade de Al-Karabilah.

O Exército americano lançou ontem uma nova operação para tentar travar a onda de ataques na província sunita de Al-Anbar, perto da fronteira com a Síria. Cerca de 1000 Marines participam nesta operação, com o nome de código “Spear” (lança), que tem como objectivo principal “eliminar a presença de rebeldes e de combatentes estrangeiros e desorganizar a rede de apoio à guerrilha na região de Al-Karabilah e arredores”.

Washington e Bagdad garantem que muitos rebeldes passaram a fronteira vindos da Síria para se infiltrarem no Iraque e engrossarem as fileiras da rebelião contra as forças lideradas pelos EUA e contra o Governo iraquiano. Damasco desmente esta informação.

Hoje de manhã, o Exército americano anunciou ainda que nove iraquianos morreram na província de Al-Anbar na sequência de dois atentados.

Ontem à tarde, em Fallujah, cinco iraquianos, entre os quais três soladdos, perderam a vida num atentado suicida com um carro armadilhado. Perto de Fallujah, em Habbaniya, morreram mais quatro iraquianos em mais uma explosão com um carro armadilhado.

Bush vai tentar contrariar pessimismo

O Presidente americano deve fazer um discurso no dia 28 de Junho, um ano depois da transferência de soberania para o Governo provisório iraquiano, depois de se encontrar com o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Jaafari, naquela que será a sua primeira visita a Washington, desde as eleições do dia 30 de Janeiro.

Nesta “ofensiva” junto da opinião pública americana, cada vez mais céptica, George W. Bush quer dar a entender que o Iraque está perto da estabilização e da democracia.

“Todos os membros da Adminiatração devem fazer todos os esforços para explicar o que estamos prestes a conseguir” no Iraque, afirmou na quinta-feira a secretária de Estado Condoleezza Rice.

“Devemos lembrar ao povo americano que não se trata de um processo americano de longo termo, mas um processo iraquiano” que os EUA “estão a tentar apoiar”, afirmou.

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