Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte por apedrejamento por adultério pelas autoridades iranianas num caso que provocou indignação internacional, poderá ser enforcada, segundo a agência noticiosa iraniana ISNA.
Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento, mas a sentença acabou suspensa e sujeita a uma revisão em Julho. No entanto, a pena está a ser revista, e Ashtiani poderá ainda ser condenada à morte mas por enforcamento.
“Não há pressa”, declarou o responsável pelo sistema judiciário da província onde se desenrola o caso, Malek Ajdar Sharifi. “Os nossos peritos islâmicos estão a examinar a sentença para ver se é possível levar a cabo a execução de uma pessoa condenada a apedrejamento por enforcamento”.
Ashtiani, uma mulher de 43 anos e mãe de dois filhos, foi condenada em 2006 por ter uma “relação ilícita” com dois homens e foi castigada com 99 chibatadas. Um tribunal aumentou mais tarde a condenação por “adultério enquanto casada” e mudou a sentença para morte por apedrejamento. O marido foi assassinado em 2005 e Ashtiani cumpre já uma pena de prisão por ter sido cúmplice na morte deste.
O ano passado, após pressão internacional que incluiu uma oferta de asilo para Ashtiani feita pelo então Presidente brasileiro, Lula da Silva, o Irão suavizou o tom em relação à condenada e anunciou mesmo a suspensão da pena devido a “reservas humanitárias”. Mas a hipótese de execução nunca tinha sido totalmente afastada.



