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Nuclear

Irão não recua do programa nuclear apesar das ameaças da ONU

30.01.2008 - 10:41 Por Lusa

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O Conselho de Segurança da ONU começou na passada segunda-feira a examinar de maneira informal as novas sanções contra o Irão O Conselho de Segurança da ONU começou na passada segunda-feira a examinar de maneira informal as novas sanções contra o Irão (Raheb Homavandi/Reuters)
O Irão vai continuar com o seu programa nuclear apesar da ameaça das grandes potências internacionais que procuram obter novas sanções da ONU contra Teerão. A garantia foi dada, uma vez mais, pelo Presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

As ameaças de novas sanções das Nações Unidas não incomodam o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, que ontem reafirmou perante uma multidão reunida na cidade de Bouchehr a continuidade do programa nuclear do seu país.

"Não recuarei um passo" afirmou o líder iraniano sobre o seu programa nuclear numa altura em que as grandes potências procuram obter novas sanções da ONU contra o Governo de Teerão.

"Os iranianos não recuarão um passo na defesa dos seus direitos", disse Ahmadinejad no seu discurso transmitido pela televisão, avançando ainda: "O nuclear é o desafio mais importante do país desde o início da revolução de 1979 mas, com a ajuda de Deus e graças à vossa resistência, está a concluir-se em prol da nação iraniana."

Recorde-se que o Conselho de Segurança da ONU começou na passada segunda-feira a examinar de maneira informal as novas sanções contra o Irão, país suspeito de prosseguir um programa nuclear militar secreto sob o disfarce de produção de electricidade.

O Irão, entretanto, colocou-se em alerta contra as "sérias consequências" posteriores às medidas que forem adoptadas pelos membros permanentes do Conselho (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia) e a Alemanha que se pôs de acordo sobre um novo projecto.

O Irão é já objecto de três resoluções do Conselho de Segurança, duas das quais acompanhadas de sanções que deveriam forçar o Irão a cooperar de forma mais alargada com a Agência Internacional da Energia Atómica e suspender, nomeadamente, o enriquecimento de urânio que permite obter de forma efectiva o combustível para uma central nuclear e a matéria prima para uma bomba atómica.

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