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Decisão do Conselho dos Guardiões

Irão cria “comissão especial” para resolver a crise

26.06.2009 - 18:15 Por Margarida Santos Lopes

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Mousavi (foto) e Karoubi deverão indicar um representante nas próximas 24 horas Mousavi (foto) e Karoubi deverão indicar um representante nas próximas 24 horas (MORTEZA NIKOUBAZL/Reuters)
O Conselho dos Guardiões, o mais importante órgão legislativo do Irão, decidiu criar “uma comissão especial” com personalidades políticas e representantes dos candidatos que contestam os resultados das presidenciais do dia 12, para preparar um relatório sobre as eleições. O anúncio, feito pelo porta-voz Abbas Ali Kadkhodaie, parece confirmar informações de que o regime procura uma solução de compromisso.

“Dez por cento dos boletins de voto serão recontados na presença de membros desta comissão, e o seu relatório será divulgado publicamente”, disse Kadkhodaie à agência oficial Isna, por sua vez citada pela AFP. Os candidatos derrotados Mir-Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi (o terceiro, Mohsen Rezai, desistiu das queixas) foram exortados a apresentar os seus representantes num prazo de 24 horas, “para que não haja mais ambiguidades e dúvidas sobre esta questão das eleições”. Os meios de comunicação social podem também estar presentes na recontagem, salientou o porta-voz.

Entre as personalidades políticas já convidadas estão dois ex-ministros, Ali Akbar Velayati, dos Negócios Estrangeiros, e Qorban-Ali Najaf-Abadi, dos Serviços Secretos, e ainda o antigo presidente do Parlamento Gholam-Ali Hadad Adel e o jurista Goudarz Eftekar-Jahromi.

Velayati, que é actualmente conselheiro para as questões internacionais do Supremo Líder, ayatollah Ali Khamenei, foi chefe da diplomacia de Mousavi (1981-1988), quando este foi primeiro-ministro, e de Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, quando este foi Presidente (1988-1997).

Em 1981, Velayati já tinha sido a escolha de Khamenei para chefe do Governo (cargo abolido em 1989), mas o Parlamento vetou-o, e foi Mousavi quem ganhou a aprovação do Majlis. Médico formado na Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, planeou concorrer às eleições presidenciais de 2005 mas desistiu quando Rafsanjani decidiu candidatar-se (para ser derrotado à segunda volta por Mahmoud Ahmadinejad).

O filósofo Gholam Ali Hadad-Adel, também convidado pelo Conselho dos Guardiões, tornou-se em 2004 o primeiro laico presidente do Parlamento depois da revolução islâmica de 1979. O seu campo político é o dos conservadores. Mais importante: a sua filha é casada com Mojtaba Khamenei, o filho do Supremo Líder que ambiciona ocupar o lugar do pai.

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Comentário + votado

1

O JOÃO RATÃO É QUE TEM RAZÃO!!!

ANÓNIMO

27.06.2009 20:48

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