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Teerão aparenta calma nas ruas após intervenção da polícia anti motim

Irão: Candidato conservador derrotado retira queixas contra as eleições presidenciais

24.06.2009 - 09:25 Por PÚBLICO

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Moshen Rezai (ao centro) Moshen Rezai (ao centro) (REUTERS/Morteza Nikoubazl)
O candidato derrotado nas presidenciais iranianas Mohsen Rezai, um conservador, anunciou que retira todas as suas reclamações de irregularidades ao escrutínio de 12 de Junho, um dia depois de o Conselho dos Guardiães – órgão legislativo de topo no Irão encarregue de supervisionar as eleições – ter revelado que não anularia os resultados, dado não ter encontrado “nenhuma fraude ou infracção maior”.

Rezai, antigo líder dos Guardas da Revolução, justificou a decisão de retirar as anteriores queixas, incluindo casos de distritos em que foram registados mais votos do que eleitores, com o facto de “a situação política, de segurança e social no país ter entrado numa fase sensível e determinante mais importante do que as eleições”. Rezai ficou em terceiro lugar na contagem dos votos atrás do moderado Mir-Hossein Mousavi (em segundo) e do Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que obteve um segundo mandato com cerca de 64 por cento dos votos.

Mas, sublinhou ainda Rezai, em carta dirigida ao Conselho dos Guardiões que foi divulgada pela agência noticiosa estatal iraniana Irna, que as autoridades deram “pouco tempo” ao exame das reclamações. “Vejo como sendo minha responsabilidade encorajar-me a mim próprio e aos outros a controlarem a presente situação”, argumentou ainda Rezai na missiva.

Os outros dois candidatos presidenciais derrotados, tanto o antigo primeiro-ministro Mousavi como o clérigo pró-reformista Mehdi Karoubi, exigiam a anulação das eleições, invocando a ocorrência de fraudes maciças a favor de Ahmadinejad. Os protestos aos resultados inundaram as ruas de Teerão – e outras cidades do país, com menor expressão – desde que a vitória de Ahmadinejad foi anunciada, no dia seguinte ao sufrágio, tendo morrido pelo menos dez pessoas e centenas de outras ficado feridas, num ambiente em que a oposição denuncia a detenção ilegal de muitos seus activistas e os jornalistas estrangeiros se vêem restringidos pelas autoridades na cobertura do que se passa no Irão.

O pesado sistema de segurança posto em marcha pelas autoridades iranianas, de resto, começava hoje a nutrir os seus efeitos, não sendo reportadas manifestações de maior na capital. Porém, as autoridades têm pela frente um novo desafio de vulto, com os clérigos reformistas do país a apelarem a um dia de luto nacional em honra dos manifestantes mortos. As imagens das vítimas – que os apoiantes de Mousavi descrevem como mártires – têm corrido mundo, em filmagens feitas por outros manifestantes.

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Sempre

Sempre considerei que o Irão, Coreia do Norte,Cuba,e a ex-URSS,sempre foram uma democracia ...

Luis,Almada

24.06.2009 15:04

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