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Obama visita terça-feira a base para cerimónia de homenagem às vítimas

Investigadores americanos não descartaram pista terrorista no tiroteio em Fort Hood

07.11.2009 - 21:48 Por Ana Fonseca Pereira

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Militares participam numa vigília, sexta-feira à noite, na base do Texas Militares participam numa vigília, sexta-feira à noite, na base do Texas (Jessica Rinaldi/Reuters)
Os investigadores dizem ainda não ter indícios suficientes para determinar se o tiroteio de quinta-feira na base de Fort Hood, no Texas, foi um acto isolado de alguém perturbado ou se o major Nidal Hasan tinha ligações a grupos terroristas.

Hasan, um psiquiatra com anos de experiência no tratamento de veteranos, foi transferido para um hospital militar de Santo António, onde permanece em coma, mas estável.

O New York Times noticiou que os exames balísticos confirmaram que houve apenas um atirador, mas ninguém explica por que razão chegaram a ser detidos outros militares suspeitos de cumplicidade.

Os media revelaram também que as primeiras análises ao computador de Hasan não permitiram detectar contactos com suspeitos de terrorismo, mas o militar usava várias contas de email e diferentes computadores que ainda não foram analisados.

O Exército e o FBI estão a tentar “determinar se há mais do que uma pessoa perturbada envolvida nisto”, disse Kay Bailey Hutchinson, senadora republicana do Texas. Mas o general Robert Cone, comandante de Fort Hood, diz que não há provas de que o tiroteio tenha sido um ataque terrorista e as organizações muçulmanas americanas alegam que se tratou de um acto isolado.

Familiares do major nos Estados Unidos e na Cisjordânia, de onde os seus pais emigraram na década de 1960, dizem que ele queria deixar o Exército, queixando-se de que era perseguido por ser muçulmano, e que ficou chocado ao saber que seria enviado contra sua vontade para o Afeganistão, conflito que ele contestava abertamente. Mas o avô, ouvido pela Reuters, disse que ele “adorava os Estados Unidos”. “Foi a América que fez dele aquilo que ele é hoje”, contou Mustafa Hamad.

Com o país mergulhado em conjecturas, Barack Obama pediu para que ninguém “tire conclusões precipitadas” e, esta manhã, no discurso semanal pela rádio, lembrou que o Exército é composto por “pessoas de todas as raças, credos e condições”.

O Presidente elogiou também o “altruísmo” dos civis e militares que acorreram ao local do tiroteio. Entre eles esteve Kimberley Munley, uma agente da polícia que conseguiu neutralizar Hasan, mesmo depois de ter sido ferida a tiro.

Obama anunciou que vai terça-feira a Fort Hood para uma cerimónia de homenagem aos 13 mortos no ataque – a mais recente vítima, uma militar, morreu ontem à noite no hospital.

Mas o Presidente está a ser criticado por, na primeira declaração que fez, não ter assumido a gravidade da situação. Convidado para uma conferência com representantes nativos, passou dois minutos a brincar com a audiência antes de falar sobre o ataque. Obama também ainda não esteve na base (de onde partem muitos dos militares enviados para o estrangeiro), que recebeu entretanto visita do ex-Presidente, George W. Bush.

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Dizer o contrário

"as organizações muçulmanas americanas alegam que se tratou de um acto ...

Artur

08.11.2009 09:55