Nove intelectuais das Antilhas, como o pintor Ernest Breleur, redigiram um manifesto de “solidariedade plena e sem reservas com o profundo movimento social que se instalou em Guadalupe e depois na Martinica, tendendo a alastrar à Guiana Francesa e à Reunião”.
"A força deste movimento é ter sabido organizar numa mesma base o que até então estava separado, como as lutas nas administrações, nos hospitais, nos estabelecimentos escolares, nas empresas, nas colectividades territoriais e em todo o mundo associativo”, afirma-se no manifesto ontem publicado em Paris pelo jornal "Le Monde".
Pronunciando-se contra “o dogma do liberalismo económico”, os intelectuais dizem que “uma reivindicação maciça e séria surge numa entidade cultural histórica (a dos departamentos ultramarinos da França), distinta da da metrópole administrante, mas que nunca foi tratada como tal”.
O documento surgiu num dia em que 50 pessoas foram temporariamente detidas depois de os manifestantes, há quatro semanas em greve, terem erguido barreiras em nove pontos estratégicos da ilha de Guadalupe, onde a crise está a aumentar de intensidade. Uma dezena dessas pessoas foram intimadas a comparecer em tribunal no próximo mês de Junho.
Victorin Lurel, presidente do Conselho regional, pediu “solenemente ao conjunto da população que se mantenha calma”.



