O Presidente eslovaco, Ivan Gasparovic, pretende que o primeiro-ministro Robert Fico, cujo partido SMER ganhou as legislativas de sábado, tente formar governo.
No entanto, quatro partidos da oposição de centro-direita ficaram com a maioria dos lugares no Parlamento e têm a maior possibilidade de formar uma coligação, considera a Reuters.
“Quero pedir ao vencedor das eleições que tente formar governo. É uma tradição de que não abdico”, disse Gasparovic, professor de Direito, de 69 anos.
A oposição de centro-direita deu um golpe no partido dirigente SMER (social democracia), que prometera manter o Estado Providência numa altura em que outros países europeus estão a cortar nos seus orçamentos.
Se bem que a formação de centro-esquerda de Fico tenho obtido individualmente o maior número de votos, quatro forças da oposição, incluindo uma que representa a minoria húngara, totalizam 79 lugares e poderão assim formar uma coligação governamental.
O Smer averbou 34,8 por cento dos votos e ficou com 62 dos 150 deputados, quando hoje de manhã estava quase concluído o escrutínio. Um seu parceiro de coligação, o ultranacionalista Partido Nacional Eslovaco, de Jan Slota, conseguiu 5,1 por cento e nove lugares, enquanto o outro parceiro, o partido do antigo primeiro-ministro Vladimir Meciar, ficou abaixo dos cinco por cento necessários para se conseguir representação parlamentar.
Apesar de não se encontrar sequer com metade dos deputados, Fico ainda fala de um “êxito absoluto” e insiste no direito de tentar formar governo. Mas reconhece que, se falhar, respeitará uma governação de direita, tornando-se uma “oposição dura”.
A União Democrática e Cristã Eslovaca, cujas reformas levaram a Eslováquia à NATO e à União Europeia, ficou em segundo lugar, com 15,4 por cento dos votos expressos e 28 deputados.
A sua cabeça de lista nestas eleições, a socióloga Iveta Radicova, anunciou que tenciona encetar ainda hoje conversações com os outros partidos que poderão participar numa coligação de centro-direita. Se o conseguir, poderá ser, aos 53 anos, a primeira eslovaca no lugar de primeiro-ministro.
A afluência às urnas foi de 58,8 por cento, maior do que os 54,7 de há quatro anos. E o resultado poderá significar o fim da carreira política de Vladimir Maciar, de 67 anos, o homem que levou a Eslováquia a separar-se da República Checa, em 1 de Janeiro de 1993.



