"Sei, por amigos que foram para a Europa, que agora está muito difícil por lá. Por sorte a Argentina é um país de imigrantes." As palavras são de Alioune Ndiouje, 27 anos, um senegalês que ganha a vida como vendedor ambulante nas ruas de Buenos Aires. "Quase todos entramos pelo Brasil, porque é mais fácil conseguir um visto e viajar para São Paulo. Depois, entramos pela fronteira clandestinamente", contou ao jornal colombiano "El Espectador".
A rota seguida por Alioune é, segundo a Agência para os Refugiados, em Buenos Aires, a de muitos africanos que pedem asilo no país, tradicional destino de imigração - o número de estrangeiros residentes está calculado em 1,5 milhões. Mas outros chegam em navios directamente aos portos de Buenos Aires e Rosario.
Foi o caso do liberiano Emmanuel Danso, um rapaz de 18 anos que perdeu os pais na guerra civil. Chegou em Julho num cargueiro e agora sonha estudar e tornar-se técnico de laboratório. "Se voltar, não tenho lar, sou um órfão, mas neste país há uma grande oportunidade para mim", disse à Reuters, à entrada para uma aula de castelhano, numa instituição católica.
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