Um prisioneiro iemenita está prestes a ser libertado de Guantánamo, depois da administração de Obama ter requerido um adiamento na avaliação do seu caso, de acordo com a CNN.
Ayman Saeed Batarfi é o segundo preso a ser libertado na sequência da revisão caso a caso ordenada pelo Presidente americano em Janeiro. A maior dificuldade que Batarfi terá agora de enfrentar é a escolha de um país que esteja disposto a acolhê-lo, uma vez que não é seguro enviá-lo para o seu país de origem, onde pode sofrer retaliações.
São 11 os iemenistas que podem ser libertados e que continuam em Guantánamo por não terem um destino concreto, de acordo com o "New York Times". Não existe, por isso, um calendário definido para a sua libertação.
Os Estados Unidos encontram-se em negociações diplomáticas para encontrar um “país de destino apropriado” para Batarfi, disse Dean Boyd, porta-voz do Departamento de Justiça, citado pela agência de notícias Reuters.
Batarfi tem 38 anos e foi detido em 2001, no Afganistão, sob suspeita de que seria o médico-chefe de um grupo com ligações à Al-Qaeda, acusações que sempre negou, defendendo que pertencia a uma organização de ajuda humanitária e não a um grupo terrorista. Foi transferido para Guantánamo em 2002. A administração Bush considerou-o combatente inimigo, mas nunca foram apresentadas acusações formais. Isto levou o seu advogado a apresentar um recurso num tribunal federal dos EUA, exigindo à Administração norte-aemricana que acusasse o seu cliente ou o libertasse, escreveu a CNN.
Existem cerca de 240 prisioneiros em Guantánamo e alguns estão detidos há sete anos, sem que sejam apresentadas acusações, adianta a Reuters.


