Maior acesso a medicamentos antiretrovirais contribuiu para diminuir o número de mortos por infecções com HIV em 10 por cento nos últimos cinco anos. Nos últimos oito anos, e graças sobretudo à prevenção, o número de novas infecções baixou 17 por cento.
Os novos números foram apresentados pela Organização Mundial de Saúde e pela ONUSIDA (o programa das Nações Unidas para o HIV/sida). Segundo esta organização, há hoje 33,4 milhões de pessoas infectadas com o HIV em todo o mundo.
O número subiu - eram 33 milhões em 2007 - porque há menos pessoas a morrer com HIV.
“Desde o início da epidemia, perto de 60 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV e 25 milhões de pessoas morreram de causas ligadas ao HIV”, indica o relatório anual do organismo da ONU. “A tendência dos últimos oito anos indica uma diminuição de novas infecções de 17 por cento” desde 2001.
“A boa notícia é que temos provas de que as diminuições que observamos se devem, pelo menos em parte, à prevenção”, felicitou-se o director executivo da ONUSida, Michel Sidibé, citado num comunicado.
Na África subsariana, o epicentro da pandemia global, o número de novas infecções desceu cerca de 15 por cento desde 2001, o que equivale a cerca de 400 mil infecções a menos só durante 2008.
A directora da OMS, Margaret Chan, defende que estes números são a prova de que “é tempo de redobrar esforços e salvar muito mais vidas”. “O investimento internacional e nacional no tratamento do HIV produziu resultados concretos e mesuráveis.”


