Hillary Clinton confirmou hoje que se vai manter na corrida pela nomeação democrata às eleições presidenciais de Novembro, apesar da desvantagem crescente em relação a Barack Obama e da difícil situação financeira da sua campanha.
“Continuo nesta corrida até que haja um candidato” nomeado, garantiu a senadora de Nova Iorque, durante um comício na Virgínia Ocidental, pequeno estado rural dos Apalaches que ela espera conquistar nas primárias da próxima terça-feira.
Num reconhecimento implícito das dificuldades que enfrenta, Clinton prometeu “trabalhar tão duro quanto possível” para ser a escolhida pela convenção do Partido Democrata, em Agosto. Mas para tal, a ex-primeira dama sabe que terá de, pelo menos, reduzir a desvantagem no número delegados à convenção, vencendo as primárias nos seis estados restantes, e conseguir o apoio dos super-delegados (titulares de não eleitos).
Esta tarefa ficou mais difícil depois de ontem ter conseguido vencer por escassa margem as primárias no Indiana (51 para 49 por cento) e de Obama ter vencido na Carolina do Norte com 14 pontos percentuais de vantagem.
Segundo uma contagem da MSNBC, o senador do Illinois garantiu já 1876 delegados à convenção (incluindo superdelegados), enquanto Clinton se fica pelos 1729, ainda que ambos permaneçam longe da meta dos 2025 delegados necessária para garantir a nomeação.
Estes cálculos levaram já várias figuras dentro do Partido Democrata a defender que Clinton deveria abandonar a corrida, sustentando que o prolongar da campanha apenas irá favorecer o candidato republicano John McCain.
Hoje foi a vez de George McGovern, candidato vencido nas presidenciais de 1972, pedir o afastamento da senadora de Nova Iorque. “Não vejo como a senhora Clinton poderá manter a sua candidatura. Obama detém uma vantagem enorme em termo de delegados”, explicou o influente democrata, que em Outubro passado anunciara o seu apoio à candidata.
Entretanto, soube-se hoje que, no último mês, Clinton emprestou 6,4 milhões de dólares à sua candidatura, dos quais 1,4 milhões só na semana passada. Em declarações aos jornalistas, o porta-voz da campanha explicou que o montante permitiu que Clinton “permanecesse competitiva frente ao senador Obama na televisão”, custeando novos anúncios. Howard Wolfson diz que este empréstimo pessoal “mostra que a senadora continua empenhada na corrida” e sublinha que, uma vez mais, ela vai provar que os comentadores que dão a sua candidatura como acabada “estão errados”


