O Hamas declarou hoje o fim do cessar-fogo que já durava há seis meses em na Faixa de Gaza, especulando-se que poderá haver um aumento da violência na zona fronteiriça. “Acabou a calma”, anunciou Ayman Taha depois de um encontro com facções palestinianas do enclave costeiro controlado pelo grupo islâmico.
Ayman Taha disse ainda que o cessar-fogo, que vai expirar dia 19 de Dezembro, não será renovado “porque o inimigo não foi capaz de cumprir as suas obrigações” de parar todos os ataques e aligeirar o bloqueio a Gaza.
“Pensamos que este período de calma serve os interesses de ambos os lados. Queremos que continue”, disse o porta-voz do ministro dos negócios estrangeiros israelita, Yigal Palmor. “Se o Hamas escolher a violência em lugar do cessar-fogo, disparar mísseis em vez de melhorar a situação, temos de nos perguntar se o Hamas tem em mente os interesses do seu povo ou se há outros interesses externos envolvidos.” Palmor não nomeou estas influências, mas O Hamas é apoiado pelo Irão e os seus líderes vivem na Síria.
Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro Ehud Olmert, já reagiu às declarações do Hamas, dizendo que os 30 mísseis lançados de Gaza para Israel “são o oposto de calma”.
Para agravar ainda mais as dificuldades diárias da população da Faixa de Gaza, a agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, que providencia mantimentos para cerca de 750 mil pessoas, anunciou hoje ter suspendido a distribuição de comida.


