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Movimento islamista elege 76 dos 132 deputados

Hamas conquistou maioria absoluta nas legislativas palestinianas

26.01.2006 - 17:18

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 (Pavel Wolberg/EPA)
O movimento islamista Hamas conquistou a maioria absoluta nas eleições legislativas palestinianas, realizadas ontem, elegendo 76 dos 132 deputados do Conselho Legislativo (Parlamento), anunciou a comissão eleitoral palestiniana.

A Fatah - o partido secular que dominava as instituições palestinianas desde a sua criação - conseguiu eleger apenas 43 deputados, adiantou Hanna Nasser, presidente da comissão eleitoral, durante uma conferência de imprensa em Ramallah, na Cisjordânia.

A Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP, esquerda radical) foi a terceira formação mais votada, tendo conquistado três mandatos, seguida da Lista Al-Badil, uma coligação de forças de esquerda, que elegeu dois deputados.

A lista Palestina Independente, liderada por Mustapha Barghouthi, elegeu também dois parlamentares, tantos quantos a Terceira Via, o movimento encabeçado pelo antigo ministro das Finanças Salam Fayyad e a deputada Hanan Achraoui. Os restantes quatro mandatos foram atribuídos a candidatos independentes.

O presidente da comissão eleitoral sublinhou, porém, que estes são ainda números preliminares, que poderão sofrer "ligeiras alterações" após a conclusão do escrutínio, o que deverá acontecer nos próximos dois dias.

Hanna Nasser revelou ainda que a taxa de participação nas legislativas - as primeiras realizadas nos territórios palestinianos em dez anos - se cifrou nos 77 por cento dos cerca de 1,35 milhões de eleitores inscritos.

Os resultados oficiais confirmam as estimativas disponíveis, que apontavam para uma surpreendente vitória do movimento islamista, que centrou a sua campanha na necessidade de combater a corrupção que grassa nas instituições palestinianas.

Contudo, a vitória do Hamas lança uma nova sombra sobre o processo de paz no Médio Oriente, já que o movimento, agora no poder, não reconhece a existência do Estado de Israel e garante que não irá renunciar à luta armada. Por seu lado, Israel garante que não irá negociar “com um Governo terrorista”.

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