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Relato de milionário britânico David Martin Abrahams

Hamas “aceita direito de existência de Israel”

21.01.2010 - 11:22 Por PÚBLICO

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Manifestação de apoio do Hamas em Gaza Manifestação de apoio do Hamas em Gaza (Suhaib Salem/Reuters)
O mais alto representante do Hamas na Cisjordânia, Aziz Dwaik, afirmou que o Hamas aceitou o direito à existência de Israel e que está preparado para anular a sua carta que apela à destruição de Israel, segundo um milionário britânico citado pelo diário hebraico anglófono "Jerusalem Post".

Dwaik, eleito speaker do Conselho Legislativo Palestiniano, passou quase três anos numa prisão israelita – foi detido junto com dezenas de responsáveis do Hamas presos pelas forças israelitas na Cisjordânia após a captura, em Gaza, do soldado israelita Gilad Shalit em 2006. Foi libertado há três meses.

Segundo o "Jerusalem Post", Aziz Dwaik fez estas afirmações durante uma reunião que manteve em Hebron com o milionário britânico David Martin Abrahams, que tem ligações próximas com altos responsáveis israelitas e britânicos.

“A carta do Hamas foi feita há mais de 20 anos”, disse Dwaik, acrescentando que o movimento estaria preparado até para “anular” o documento. “Ninguém quer atirar ninguém ao mar”, sublinhou.

Dwaik afirmou ainda que líderes do Hamas como Khaled Meshaal, que vive em Damasco, e o primeiro-ministro de Gaza, Ismail Haniyeh, apoiam a ideia de um estado palestiniano independente nas fronteiras de pré-1967. O jornal não citava, no entanto, a frase em que se mencionava directamente o reconhecimento do direito à existência por Dwaik, apenas por Abrahams: “O facto de haver uma possibilidade de reconhecimento de Israel é um gesto simbólico”, acrescentou o milionário, dizendo que pedirá, quando se encontrar com Milliband, que este considere “a abertura positiva” do movimento.

Dwaik também expressou o desejo de entrar em diálogo com a comunidade internacional, primeiro e acima de tudo com a União Europeia. Confirmou depois que o Hamas recebe ajuda financeira do Irão o que, explicou, é resultado directo das sanções aplicadas ao movimento depois de este ter vencido as eleições legislativas de 2006 – a participação do movimento islamista em eleições para a Autoridade Palestiniana (AP) marcou aliás uma viragem da violência para a luta política.

Até então o Hamas recusava os acordos de Oslo, que criaram a AP, e a sua participação nas eleições mostrou uma mudança de atitude. Desde então o movimento tem vindo também a dizer que aceitará a criação de um Estado palestiniano nas fronteiras anteriores a 1967.

Os mais importantes líderes do Hamas, Meshaal e Hanyieh, já disseram publicamente, durante o ano passado, que apoiam a criação de um Estado palestiniano nas fronteiras anteriores à guerra dos Seis Dias, com Jerusalém como capital.

Quanto ao reconhecimento de Israel, Meshaal afirmou, numa entrevista, que foi um erro cometido durante as negociações de Oslo pela Fatah de Yasser Arafat: “Esse reconhecimento trouxe o fim da ocupação?”, perguntou.

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Oxalá!

Oxalá fosse verdade! Dois Estados independentes, cada um com a sua cultura e a sua ideologia, ...

Maria Silva

21.01.2010 12:28

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