Turistas a apanhar banhos de sol e a desfrutar de um suculento barbecue junto às águas cálidas do mar das Caraíbas. Este é o cenário habitual em Labadee, um resort na costa norte do Haiti, onde continuam a atracar os cruzeiros da Royal Carabbean, apesar da catástrofe que o país enfrenta.
Três dias depois do sismo, um dos paquetes da companhia ancorou na estância, que, graças às vedações de 3,5 metros e aos guardas armados, mantém à distância os haitianos, com excepção dos 230 que ali trabalham.
A escala durou menos de 24 horas, mas foi o suficiente para instalar a polémica.
"Já era difícil alguém sentar-se a fazer um piquenique sabendo que haitianos estavam ali ao pé a passar fome. Não consigo imaginar como pode alguém agora engolir um hambúrguer naquela praia", escreveu um passageiro habitual.
Mas a empresa diz que o investimento que fez em Labadee é essencial para a ilha e anunciou que vai aproveitar os cruzeiros para levar ajuda às vítimas do sismo.
Anunciou ainda que doará um milhão de euros para a reconstrução do país, canalizados através de uma ONG local com a qual já trabalha.



