A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, evitou ontem falar no nome de Aminetu Haidar durante a conferência de imprensa que deu em Washington com o ministro espanhol dos Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos. Mas o senador republicano James Inhofe considerou que a situação da activista sarauí é "profundamente perturbante".
O jornal "El País" considera hoje um aparente balde de água fria a ida de Moratinos aos Estados Unidos, para procurar convencer o Deptartamento de Estado a envolver-se na resolução deste caso.
"O silêncio de Clinton chama a atenção porque Haidar obteve o seu passaporte, em 2006, graças aos Estados Unidos; e a uma grande fundação democrática, a Robert Kennedy, concedeu-lhe em 2008 o seu principal galardão", escreve aquele jornal de Madrid.
A diplomacia espanhola terá agora de experimentar jogar outras cartas, passando a maior parte delas pela União Europeia, a que a Espanha vai co-presidir a partir de Janeiro. E poderá até ser cancelada a cimeira que a UE e Marrocos têm prevista para a Primavera, prossegue "El País".
Quanto ao senador Inhofe, declarou em comunicado que "a greve da fome de Aminatu Haidar chamou a atenção do mundo para a situação do povo sarauí do Sara Ocidental. Apoio energicamente o movimento de independência desse povo, que exige o cumprimento de uma resolução das Nações Unidas de 1991 a pedir um referendo sobre a autodeterminação do Sara Ocidental".
Os sarauís são refugiados "porque a sua pátria lhes foi tomada e eles crêem que, com auxílio, regressarão à pátria; mas só se lhes concederem o direito à autodeterminação", acrescentou Inhofe, de 75 anos.



