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Combates continuam entre rebeldes e exército

Guerra no Sri Lanka: Conselho de Segurança da ONU apreensivo com os refugiados

23.04.2009 - 09:41 Por Agências

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Pelo menos cem mil civis já fugiram da zona dos combates Pelo menos cem mil civis já fugiram da zona dos combates (Reuters)
O Conselho de Segurança das Nações Unidas expressou “profunda preocupação” com a situação humanitária das dezenas de milhares de refugiados que permanecem nas zonas dos combates travados entre os rebeldes Tigres Tamil e o exército do Sri Lanka.

No final de uma reunião informal dos 15 Estados membros, ontem à noite, o actual presidente do Conselho de Segurança e embaixador mexicano na ONU, Claude Heller, revelou ter havido consenso numa “condenação forte” dos Tigres de Libertação do Eelam Tamil (LTTE), aos quais foi exigida a deposição das armas.

As Nações Unidas sustentam que os rebeldes estão a usar os civis como escudos humanos na pequena faixa de terra, de cerca de 17 mil quilómetros quadrados no norte da ilha, onde os Tigres Tamil detêm agora a sua última posição de defesa contra as forças militares.

Diplomatas que integram o Conselho avançaram, citados mas não identificados pela agência britânica Reuters, que a China e a Rússia, e outros países, se opuseram à ideia de encetar conversações formais sobre a guerra no Sri Lanka, conflito que se arrasta há mais de 25 anos. O argumento é de que se trata de uma questão interna do país. E, por essa razão, não foi acordado mais do que admitir que Heller prestasse declarações informalmente sobre a reunião de ontem.

Enquanto as batalhas prosseguem – com o exército a afirmar esta manhã que os rebeldes não controlam mais já do que uma área entre os dez e os 12 quilómetros quadrados, depois de, no início da semana o exército ter derrubado um muro de terra que os Tigres Tamil tinham construído para atrasar os avanços das forças militares fiéis ao Governo do Sri Lanka.

“Continua a haver combates esporádicos”, afirmou o porta-voz do exército, Udaya Nanayakkara à agência noticiosa francesa AFP, precisando que os rebeldes mantêm ainda a resistência apesar dos apelos para deporem as armas. “Mas a nossa prioridade é retirar os civis da zona”, insistiu aquela mesma fonte, sublinhando que o exército poderá “derrotar muito rapidamente [os rebeldes] desde que os civis tenham já partido”.

Desde o início desta semana, dezenas de milhares de pessoas alimentam uma vaga maciça de fuga da zona de combate, com o exército a confirmar um número de pelo menos 100 mil civis a terem sido registados para serem transportados para campos de refugiados. O embaixador do Reino Unido na ONU, John Sawers, resumiu aos jornalistas o relatório recebido pelo enviado especial das Nações Unidas ao Sri Lanka, Vijay Nambiar, o qual – após o que vira na visita feita na semana passada ao país – descrevia uma “situação humanitária de desespero”.

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Cem mil civis fogem do que poderá ser a última batalha no Sri Lanka

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Leandro Coutinho

Não vejo por aqui o Abu que tem presença marcada em todo lado a clamar contra as "vítimas dos ...

Leandro Coutinho

23.04.2009 12:43

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