Entre dez e quinze soldados estarão nas mãos de um grupo armado que hoje atacou o quartel-general de Rawalpindi, o centro do comando militar paquistanês. O assalto fez já dez mortos, seis soldados e quatro atacantes.
As autoridades começaram por confirmar que dois dos participantes no ataque estavam a monte. Horas mais tarde reconheciam que “pelo menos três” não tinham sido apanhados pelas forças de segurança, tendo conseguido fugir com dez a quinze soldados como reféns.
O assalto, contra um edifício fortemente controlado, foi lançado quando uma carrinha branca se aproximou do portão do complexo, abrindo fogo com armas automáticas e lançando pelo menos uma granada, adiantaram responsáveis da segurança.
“Os terroristas tinham fardas militares e estavam equipados com armas sofisticadas e granadas”, declarou o general Athar Abbas, porta-voz do Exército, à televisão Geo. “Os assaltantes chegaram num veículo e abriram fogo contra um primeiro posto de controlo. Foram detidos, controlámos a situação.”
Mas a troca de tiros durou 40 minutos, acompanhada por helicópteros, e não poupou a vida a seis militares, um deles brigadeiro e outro coronel. Do lado dos atacantes, pelo menos quatro morreram.
Nos dois últimos anos, islamistas com ligações à Al-Qaeda têm lançado vários ataques no país, a maior parte contra forças da segurança e alvos do Governo, ou estrangeiros. O próprio quartel-general de Rawalpindi já tinha antes sido um alvo.
A Reuters refere que esta operação surge no momento em que o Exército prepara uma grande ofensiva contra os militantes taliban paquistaneses no seu bastião no Noroeste do país, junto à fronteira com o Afeganistão. O correspondente da BBC em Islamabad Aleem Maqbool referiu que nos últimos dias a Força Aérea tem bombardeado fortemente posições taliban nas áreas tribais, indicando que essa operação já estará a decorrer.
O atentado de ontem, em Peshawar, quando um carro armadilhado matou 49 pessoas, veio salientar ainda mais a urgência da ofensiva que está a ser preparada pelo Governo, defenderam as autoridades.



