OMS diz não poder prever consequências da gripe

Gripe: aumento do nível de alerta dependente de situação na Europa

02.05.2009 - 18:02 Por PÚBLICO, Agências

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Até ao momento, a OMS diz que não há uma propagação sustentada fora da América do Norte Até ao momento, a OMS diz que não há uma propagação sustentada fora da América do Norte (Nir Elias/Reuters)
A Organização Mundial de Saúde (OMS) admite que “não sabe até que ponto” uma eventual pandemia de gripe A H1N1 “pode ser grave” e avisa que a evolução dos “próximos dias na Europa” será determinante na decisão de elevar, ou não, o nível de alerta.

Na quarta-feira a organização elevou o alerta de pandemia para o nível cinco, caracterizado por uma transmissão disseminada do vírus entre humanos em pelo menos dois países. Este nível, o segundo mais elevado da escala de alerta, indicia que uma pandemia poderá estar iminente, mas esta só será declarada quando se registarem surtos sustentados em pelo menos duas regiões da OMS (nível 6).

Em conferência de imprensa, Michael Ryan, o director da rede de Alerta e Reacção Global da OMS, sublinhou que até ao momento “ainda não há provas de uma transmissão comunitária sustentada fora da América do Norte”. Por isso, “os próximos dias na Europa” serão determinantes para perceber até que ponto o vírus se vai propagar noutro continente.

“Neste momento diria que a pandemia continua iminente, por que continuamos a assistir a uma propagação do vírus”, explicou Ryan, antes de acrescentar: “Temos que estar preparados para a fase seis, esperando que não a cheguemos a atingir”.

Contudo, o responsável diz que esta avaliação nada diz sobre a gravidade que a pandemia poderá ter. A fase 6, sublinhou, “descreve um estado pandémico, mas não o nível da sua gravidade”.

Surto continua a propagar-se

No seu último ponto de situação, difundido às 19h00 (hora de Lisboa), a OMS confirmou 658 casos da nova gripe, 17 dos quais mortais, em 16 países.

Contudo, um balanço posterior da agência AFP, com base nos dados das autoridades de saúde nacionais, indica que o surto afecta já 18 nações (Irlanda, Itália e Coreia do Sul anunciaram os seus primeiros casos), num total de 736 pessoas infectadas.

Depois do México (443 casos) e dos Estados Unidos (160), o Canadá é o terceiro país com mais casos (73), onde só hoje foram detectados 22 novos casos.

Na Europa, onde há já dez países com casos confirmados, a situação mais complicada regista-se em Espanha. O Ministério da Saúde revelou ao início da noite que há 20 pessoas infectadas com a nova estirpe, mais sete do que ontem, e outras 99 estão em observação. Cinco dos casos mais recentes foram detectados na Catalunha e apenas um dos doentes não esteve recentemente no México, suspeitando-se que tenha sido contaminado por um parente.

Notícia actualizada às 22h14

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Comentário + votado

Prudência é para já a melhor arma

Oh Quinzinho de setubal, vens para aqui fazer comentários pouco inteligentes... se te informásses ...

Prudente

03.05.2009 12:08

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