Uma mulher na casa dos 50 anos. Do bairro de Queens, é a segunda vítima mortal de Gripe A em Nova Iorque, avança o “New York Times”. A notícia já foi confirmada pelo departamento de saúde da cidade. Contam-se já 11 mortes nos EUA devido a esta gripe.
As atenções dos nova-iorquinos viram-se neste momento todas para o bairro de Queens, onde a 17 de Maio morreu a primeira víitma mortal de Gripe A, um professor, e vice-director de uma escola do bairro.
Segundo Jessica Scaperotti, porta-voz do departamento de saúde de Nova Iorque, que recusou adiantar o hospital onde esta mulher foi tratada, disse que, tal como a Organização Mundial de Saúde já sabia, a gripe é mais grave em casos de pessoas com uma saúde fragilizada por outras doenças, o que era o caso desta nova-iorquina. Não se sabe que doenças tinha a vítima, mas a OMS alerta para o risco acrescido de pessoas com asma, enfisema ou diabetes. Só em Nova Iorque estão 94 pessoas hospitalizadas com Gripe A.
Eric Gioia, vereador local por Queens adiantou ao “New York Times” que não há ninguém neste bairro nova-iorquino que não conheça alguém que tenha contraído a gripe. E Scaperotti afirma que se alguém vive em Queens e está com gripe, a hipótese de ter contraído Gripe A é quase 100 por cento garantida.
“Todos sentimos necessidade de mais informação e sentimos que há uma grande diferença entre a realidade vivida em Queens e aquilo que a Câmara de Nova Iorque diz”. criticou Gioia.
Na escola de Saint Francis, em Queens, onde foi detectado o primeiro surto, foram confirmados 69 casos de Gripe A.
Os números apurados até sexta-feira passada pela OMS contavam com 12022 casos no mundo e 86 mortes em 43 países. Dos casos mortais, 75 são no México. Na Rússia Guennadi Onischenko, director dos Serviços Sanitários do país, confirmou hoje o segundo caso de Gripe A detectado no país, num cidadão que regressou de férias em Punta Cana, República Dominicana.
Notícia corrigida às 11h15



